E não fazer nada

E não fazer nada

Planos para o fim-de-semana? Sim: não fazer nada.
Ah, quer dizer, vá eu até queria ir ao cinema ver uma comédia de domingo à tarde tipo “Amor e Outras cenas” ou “Guerra é guerra”. Talvez até pudesse ser o filme com Daniel Radcliffe, para o ver noutro registo “A mulher de negro”.
Não sei. Secalhar, podia ficar por casa e não fazer mesmo nada.
Podia ir lanchar à Padaria Portuguesa ou à Eric Kaiser. Podia dar um passeio de bicicleta pela Expo ou por Belém. Podia ir jogar ténis. Mas enquanto uns dizem que chove, outros dizem que não.
Não sei. Secalhar, podia ficar por casa e não fazer mesmo nada. 
Ah, já sei, vou fazer umas comprinhas para a nova estação, umas calças coloridas, um novo calçado para fugir às botas, umas coisinhas com flores pirosas de primavera…não, secalhar não é boa ideia, não. Eles não me dão as coisas, só me vendem, o que é chato.
Não sei. Secalhar, podia ficar por casa e não fazer mesmo nada.
Posso por a leitura em dia e comprar também talvez a Time Out. Posso ver os epísódios que tenho em falta da “Grey’s anatomy”, “Private Practice”, “Once upon a time”, “Vampire Diaries” ou “Secret circle”. Talvez pudesse retomar o “Heroes” ou mesmo recomeçar a ver “Modern family”. Tudo isto com um balde de pipocas ou um saco de gomas.
Não sei. Secalhar, podia ficar por casa e não fazer mesmo nada.

 

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