À sombra

À sombra

“Algumas pessoas esperam que as coisas lhe caiam do céu. Ah, elas podem até trabalhar um pouco para conseguir. Pensam: vou abanar bem esta árvore e, se eu conseguir sacudi-la bastante, aquela linda maçã vermelha vai cair mesmo na minha mão. Nunca lhes ocorre que pode ser que seja necessário subir à tal árvore, cair dela uma ou duas vezes e levar alguns arranhões e pancadas até chegar à maçã. Porque, quando a maçã vale a pena, então também vale a pena, então também vale a pena, então também vale a pena o risco de quebrar o pescoço”
(Nora Roberts, “A cor do fogo”)

 

Vale mesmo a pena pensar nisto. E eu, correndo o risco de estragar, gostava de acrescentar que de facto, às vezes tendemos a ficar à sombra da bananeira, ou da macieira neste caso, à espera, mas à espera muito pacientemente, que um dia a banana caia (ou a maçã, que seja!). E enquanto esperamos, a fruta vai ficando madura, tão madura que apodrece. E quando cai está estragada, foi a oportunidade que passou. Não fiquemos à espera que caiam maçãs das bananeiras. Há frutas que valem a pena apanhar.  E a felicidade também é isto. Acreditar, sonhar, querer, também é isto. Porque nem a sombra dura sempre.

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