Um mercado de todos para todos

Um mercado de todos para todos

Há uma rua em Lisboa que mistura cores com cheiros e música. Há uma feira que junta flores com roupas e bijutarias. E livros com bolachas e doces com brinquedos. Esta feira, nesta rua, é o LxMarket, no Lxfactory, para vender e comprar a preços baixos!

“O LxMarket tem orgulho em ser português, mas as culturas misturam-se e o mundo é global, por isso a nossa abertura é total para quem tenha ideias criativas, originais e interessantes que nos possam ajudar a fazer um mercado de qualidade e diferente dos que já existem”, quem o diz é Teresa Lacerda, da organização do projecto. E a diferença é que aqui toda a gente pode ser feirante. Quem tiver uma ideia de produtos para vender pode montar a sua banca nesta rua, através de inscrição prévia. É uma ideia para as pessoas comuns que podem pegar no que têm em casa, que já não querem, e vender. É uma ideia também para quem tem jeito para alguma arte a poder mostrar sob o lema deste mercado, “2ª mão de primeira”, um mercado de todos e para todos.

 

O LxMarket nasceu pela mão de três sócios, sem ajudas de custo ou apoios institucionais. Tudo começou com um mercado em segunda mão, mas em ponto pequeno. O LxFactory gostou da ideia e fez o convite para a desenvolver. Hoje é um projecto de pessoas profissionais, dinâmicas e positivas que trabalham com entusiasmo para pôr o evento de pé, domingo após domingo. Teresa Lacerda é uma dessas pessoas e deixa o convite para que todos visitem e ajudem “a criar um local e ambiente único, onde para além de se trocarem coisas por dinheiro, também se trocam afectos e emoções”.

Além das bancas e dos espectáculos de dança para animar a tarde, há também uma componente de solidariedade em tudo isto. “Ser solidário tornou-se uma responsabilidade de todos nós, já não é apenas aquele grupo de pessoas ou empresa que o faz. Como cidadãos e empresas temos de estar atentos ao que se passa à nossa volta e ajudarmos quem mais necessita”, por isso há sempre uma instituição de solidariedade presente aos domingos. “Tem resultado muito bem e as instituições pedem para voltar”, explicou a responsável.

“É um sítio onde se fazem boas compras, se divertem e é transversal em termos de idades. É sem dúvida um bom programa de domingo”. As pessoas visitam este mercado pela curiosidade, para passear, mas acabam por descobrir coisas que não estão habituadas a ver, coisas alternativas, num espaço meio trendy ao estilo vintage, mas muito abrangente. E já que a crise está para ficar e parece que o calor também, para quê ir para um centro comercial fechado e onde os saldos já nem são o que eram? O mercado em segunda mão, com artigos artesanais e feitos à mão começa a fazer sentido. “Cada vez mais é a escolha de muita gente, por necessidade mas também por mudança de atitude”.

Deixe uma resposta