Londres, seis anos

 

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Passaram seis anos desde que o vulcão Eyjafjallajokull parou o trânsito aéreo. Nenhum avião circulou, durante alguns dias, no espaço aéreo europeu. Era uma nuvem de cinzas. Espalhavam-se dia a após dia. O cenário era negro, no verdadeiro sentido da palavra, e estava a escurecer muito a minha viagem de férias a Londres. Lembro-me bem porque o meu avião para Londres foi o primeiro a sair do aeroporto de Lisboa naquela manhã. Dia 21 de Abril de 2011, o dia do aniversário da Rainha Isabel II.

O sonho londrino. A cidade é incrivelmente cosmopolita. É uma metrópole. Não lhe faltam prédios altos e modernos assim como tem os antigos e clássicos. Tudo junto, no mesmo espaço. Consegue ter verdadeiros pontos verdes, para respirar, quando se quer fugir da confusão de uma cidade que não pára.  Junta dentro de si todas as culturas, todas as nações. Toda a gente.

Há um mar de gente junto aos principais pontos da cidade. O Big Ben, o relógio que nunca se engana, será sempre o maior símbolo da cidade. E o London Eye é o que nos permite ver a cidade lá de cima. Mas não é só junto aos ícones que se misturam os visitantes com os locais. A Picadilly Circus é a rua mais movimentada juntamente com a conhecida Oxford Street pronta para compras. Junto ao Palácio de Buckingham há frequentemente paradas do exército da rainha. É lá que fica um dos parques verdes, de caminho para o palácio, o St James Park. Há constantes recordações de Diana, ainda, na cidade. O memorial fica no maior jardim de Londres, o Hyde Park. A Tower Bridge fica noutro ponto mais distante da cidade mas também é digna de se ver. Isso e o London Bridge Experience que é uma espécie de casa assombrada que conta a história dos primórdios da capital inglesa.

Em Londres há restaurantes de alta qualidade, mas estão escondidos. Todos os dias, na agitação da vida quotidiana, é comum encontrar as pessoas a comer fast food, mesmo assim a andar pela rua ou ainda que se sentem, é num banco de jardim. Uma das características que me marcou foi essa. É mesmo um hábito as pessoas comer um wok to walk ali mesmo e sozinhas.

Não tem noite acentuada porque as pessoas quando saem do trabalho ao final da tarde encontram-se nos pubs, para beber um copo, antes de jantar. Depois seguem para casa e finalizam o dia. Amanhã começa a correria outra vez.

Dizem que o tempo é sempre mau e que Londres é escura. Durante os meus quatro dias lá, nunca foi. Até o sol me deixou ver melhor a atarefada cidade de Londres.

Londres é isto. Dito assim de rajada. Londres é para andar rápido. Não é tanto para visitar, para ver, para admirar. Londres é para ver, mas principalmente para sentir. Para mim Londres é a capital do sentir. Sentir uma verdadeira cidade em funcionamento. Londres é uma cidade para viver a cem por cento.

Muita gente acha que Londres é a cidade perfeita para viver. Não é o meu caso. Londres é em tudo uma cidade com vida, adorei conhecer e sinto que de muitas capitais que já visitei, esta é aquela em que me faltou ver mais coisas, porque é impossível, como disse, tinha que as viver e sentir, mais do que as ver. Tem tudo a ver comigo no sentido da vida activa, de andar de um lado para o outro com um copo de chocolate quente na mão, e descontrair ao fim do dia só lhe falta a outra metade: o glamour de Paris, o charme de Viena ou o encanto de Lisboa.

 

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