Olá Outono

Olá Outono

Hoje quando saí de casa era Verão. Quando voltar já vai ser Outono. 

Não há nada como o Verão. Os dias são maiores, mais alegres. As cores são diferentes. O ar, o mar, o tempo, é tudo diferente. É por isso que me custa pensar que acabou. Custa-me sempre encarar o Outono.

O Outono é assim tipo um intruso. Um ladrão. Se fosse uma pessoa…era má e indecisa. Vem, devagar, assim com uns dias de sol para nos enganar, mas depois faz noites frias. E manda-nos rajadas de vento dolorosas. Começa a preparar-nos para o dilúvio que é o Inverno, assim do género “vão se habituando que vai piorar”.

O Outono se fosse uma cor era castanho ou amarelo torrado. Assim uma coisa meio esbatida. Se fosse uma comida nem era carne nem era peixe. Era aquela coisa que não aprecio nem desgosto. Uma coisa que não sabe a nada, como uma courgete. Esta estação se fosse uma peça de roupa era um casaco. Aquilo que não usamos o verão todo vai-se introduzindo no nosso quotidiano como uma lapa. Temos que sair sempre com um casaquinho, que o tempo que faz de manhã não é o mesmo que faz à tardinha.

Vou então comprar roupa nova, valha-nos isso, que há roupas super giras no Outono. Começam os lenços, as capas, os coletes e se há coisa que eu gosto é disso! As cores da nova estação são diferentes das que usei o resto do ano: os bordeaux e os verdes tropa. Vou fazer programas de manhã e depois de almoço porque ao fim da tarde o sol já se põe com frio. Vou tirar as mantas do armário e metê-las ao ar, que mais dia menos dia vão ser necessárias.

Mas…ainda dá para comer gelados e já dá para beber chá, nada está perdido!

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