Inferno

Inferno

Li o livro do Dan Brown “Inferno” há mais ou menos três anos. Achei o livro incrível. E só não digo que este foi o meu livro preferido dele porque não gosto de ter preferidos. É um problema que eu tenho. O filme estreou a semana passada. Não é igual.

Se fosse escolher entre uma coisa e outra não é novidade para ninguém que eu escolho sempre os livros. Não há nenhum filme que supere a maneira que se vive a história quando lida. Acredito até que, neste caso, o filme seria apenas mais um, a que eu nem ia ligar assim tanto, se não tivesse a história toda do livro por trás. O filme é muito pouco. E desta vez até sai da sala de cinema com a ligeira impressão de que as coisas não eram bem assim. Fui confirmar ao livro quando cheguei a casa, sim eu sou muito desconfiada e meio maluca com estas coisas. Tinha a certeza de que além de faltarem coisas (o que é normal nos filmes) o final não era bem assim. E tinha razão. A mim não me enganam!

Robert Langdon volta a ser o protagonista da história, no filme interpretado por Tom Hanks. Mas desta vez ele não se lembra do que o levou a estar envolvido nesta trama, pois acorda amnésico no hospital de Florença. Ao contrário de muita gente, eu até não desgosto de ver o Tom a fazer de Robert. Às vezes falta-lhe alguma emoção sim, mas de resto acho bem.

Esta história é sobre a maior ameaça do mundo. A sobrepopulação. Pensa-se que no futuro não haverá recursos básicos suficientes para toda a população que existirá na terra. É exatamente à volta deste problema que Robert e uma jovem médica, Sienna, vão andar nas ruas Florença, Veneza e Istambul. Há alguém a ameaçar o crescimento da raça humana. Têm como guia alguns versos de “Inferno”, a primeira parte da obra negra de Dante “Divina Comédia”. O Inferno está divido em nove círculos. O mais pequeno está em baixo e vai aumentando até o círculo maior ficar em cima. Significam os nossos pecados. À medida que descemos no círculo os pecados serão graves.

“A destruição da camada do ozono, a falta de água e a poluição não são a doença: são os sintomas. A doença é a sobrepopulação”

Este tema é super interessante. O que eu gosto nas histórias do Dan (Dan Brown, mas para mim fica só Dan, que já o leio há muito tempo) é a capacidade de aliar as charadas e o suspense às problemáticas sérias e actuais do nosso mundo. O professor e a médica vão estar envoltos em vários problemas daqueles a que Dan Brown já nos habituou, para tentar evitar que algo terrível aconteça à humanidade.

“Se quiser ter mais água limpa disponível per capita precisa de menos pessoas na terra. Se quiser diminuir as emissões poluentes dos veículos, precisa de menos condutores. Se quiser que os oceanos reponham o seu peixe, precisa de menos pessoas a comê-lo!”

 

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