Before the flood

Before the flood

Começa tudo com um quadro pendurado por cima da cama. Uma pintura de Bosch. Três realidade: A primeira representa o jardim do Éden. A segunda mostra a humanidade a sucumbir aos pecados terrenos. E a terceira é o inferno. O dilúvio. A calamidade.

Leonardo DiCaprio, vencedor do óscar de melhor actor pelo filme The Revenant, é embaixador da paz e das alterações climáticas da ONU. Ele acredita que já fazemos parte da pintura do meio. Sucumbimos, estamos antes do dilúvio. No documentário “Before the flood” viaja pelo mundo para compreender esta realidade e fala com vários líderes mundiais.

DiCaprio teve o primeiro impacto com a realidade do aquecimento global quando Al Gore lhe disse, há vinte anos, que este era o assunto mais importante da actualidade. Na altura não percebeu. Nós na altura também não prestámos atenção. E agora? Será que já estamos a perceber? Ou achamos que é uma realidade tão longínqua que não precisaremos de lidar com ela?

Uma das coisas que descobri com este documentário é que há gente que não acredita. Há grupos políticos e económicos a quem dá muito jeito fazer disto um mito.

Eu acredito. Acredito nas alterações climáticas.

A subida do nível do mar é uma realidade. O aumento da temperatura também. Mas não é uma coisa em que reparemos de ontem para hoje e talvez por isso deixemos passar. Ou então talvez achemos que só eu, só tu, sozinhos, não poderemos fazer a diferença. Talvez seja verdade. Mas se todos acharmos que vai estar trânsito para o Algarve depois de almoço e formos todos depois de jantar o que vai acontecer?

Os meios de transporte, a maneira como se produzem alimentos e se constroem cidades aumenta as emissões e dióxido de carbono. DiCaprio visitou vários pontos do globo: Na Indonésia, viu que grande parte da floresta Sumatra foi destruída para dar lugar a plantações de óleo palma que é mais barato para a industria alimentar e de cosmética. Percebeu que a electricidade que consome um americano daria para o uso de 34 indianos. E descobriu que só a área circundante de Pequim faz um consumo de carvão igual ao consumido nos EUA. É muita coisa.

O que estaremos dispostos a fazer pelo nosso planeta, pelo clima, pelo ambiente? Uma das grandes questões é a implementação de uma taxa sob o dióxido de carbono. Estaríamos dispostos a pagar um imposto? A Suécia, por exemplo, já diminuiu a sua pegada ecológica. Instaurou a taxa de CO2 e inaugurou recentemente uma estrada eléctrica onde os transportes são independentes de combustíveis fósseis.

Quanto tempo temos para evitar o dilúvio?

 

 

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