Roteiro de 4 dias na Madeira # dia 4

Roteiro de 4 dias na Madeira # dia 4

O último dia é sempre o mais difícil. Saber que vamos voltar com tanta coisa por ver ainda. Por mais coisas que se vejam, nunca chega. Voltar é sempre voltar.

Neste último dia tivemos de tomar algumas decisões. Estivemos para ir fazer a Levada das 25 fontes. É bastante conhecida pelo passeio pela natureza e pelas cascatas. Tínhamos estado no trilho que dava início no dia anterior mas já estava o sol a pôr-se. A ideia de demorar 4 horas a percorrer os 9 quilómetros desta levada demoveu-nos. Não por não sermos capazes. Claro que não era isso, nós somos super heróis. Foi mais pelo facto de que fazer isto implicava abdicar de outras coisas que faltavam ver na ilha, porque quatro horas (o tempo estimado que demora a cumprir a levada) no último dia implicava algumas perdas.

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Decidimos então deixar as caminhadas para Lisboa. Nessa manhã fomos ao mercado novamente para comprar frutas para trazer para casa. Temos andado todos contentes a comer maracujás Madeira ao jantar.

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Junto ao hotel, já com as malas dentro do carro, fomos ver a Praia Formosa, em São Martinho, que se descobre depois de passar um túnel a pé.

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Cabo Girão: Fica a pouco tempo de carro de onde estávamos. É uma das referências a visitar na Madeira. É um miradouro diferente dos outros porque o chão é transparente e a sensação é totalmente diferente. A caminho descobrimos um pequeno restaurante e fizemos uma paragem breve para provar a poncha da zona. Mal sabíamos que ia ser feita à nossa frente. Vimos o senhor juntar açúcar, com casca de laranja e sumo. Depois acrescentou-lhe água ardente e maracujá e no final mel. Ficou dos deuses!

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Fajã dos Padres: há vários sítios panorâmicos na ilha. As fajãs são um deles. Em cada uma encontra-se um pequeno teleférico que faz uma única viagem. A ligação até à praia lá em baixo que parece absolutamente deserta, mas um olhar mais atento permite ver que lá em baixo, junto ao mar, existem casas. Essas casas são alojamentos para férias de turistas. Querem sítio mais calmo do que este cuja única forma de chegar é de teleférico ou de barco? Isto é incrível.

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Fomos de seguida almoçar na Ribeira Brava. Num pequeno restaurante à beira mar chamado Borda d’água. Demos depois uma caminhada para conhecer mais esta vila pitoresca.

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Muito conhecida na Ribeira Brava é a Taberna da Poncha. É a típica tasca portuguesa no verdadeiro sentido. Só vendem poncha e servem amendoins. As cascas servem de decoração para o chão já que tasca que se preze tem que ter o chão sujo. Parece ser mesmo o local onde todos param, provam a poncha e atiram os restos mortais do amendoim para onde calha. É também comum os visitantes deixarem cartões de visita ou pequenos recados nas paredes. Rústico e intemporal.

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Para terminar a nossa viagem conhecemos o Caniço, já bem perto do aeroporto. Um miradouro com um Cristo Rei em ponto minusculo. Foi o ponto final desta aventura madeirense. Foi aqui que nos despedimos. No alto. A contemplar a montanha e com os olhos assentes no mar. Encantados.

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A Madeira sabe receber muito bem. Sabe valer-se dos seus encantos. Nota-se que lá vive um povo preocupado em agradar. Vê-se também que são trabalhadores e que a vida não deve ser fácil. Não havia muita gente na ilha. Os restaurantes não estavam cheios e as ruas muito menos. Vimos algumas escolas, mas depois as universidades ficam no continente. Vimos casas muito bem construídas que ostentam uma boa vida, mas também vimos muita casas em sítios impensáveis revelando pobreza extrema. Algumas delas em vales poucos habitados, outras presas em altitudes assustadoras, outras demasiado perto da mira do mar. Por fim, as última considerações importantes, as paisagens são avassaladoras e andar em cima das nuvens é sensacional. Quanto à comida, meu deus, em poucos lugares do mundo eu gostei tanto da comida como gostei da comida daqui. Tirando o milho frito eu gostei de tudo. O peixe é excelente, fresco e saboroso. A fruta é doce e tropical. Os doces são óptimos, adorei o bolo de mel, os rebuçados (trouxemos vários pacotes), a poncha, as lapas (que descobri lá) e o bolo do caco que podia comer todos os dias da minha vida!

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