I’m (not) running # 19 Mini maratona vodafone

I’m (not) running # 19 Mini maratona vodafone

Foi um fim-de-semana de sol. Passei o sábado a trabalhar e nem lhe vi a luz. O domingo…ah o domingo! Fui correr a mini maratona e por consequência passei a tarde de pernas esticadas no sofá com um calor brutalíssimo lá fora. Hoje, segunda-feira de folga. Onde é que foi o sol?

Desde que me meti nisto das corridas as minhas pernas arrependem-se em cada dia seguinte. Fez ontem um ano que fiz a primeira prova, a corrida Vitalis. De que maneira é que eu havia de comemorar? Ir a outra prova. Estou completamente louca da minha vida.

Ontem foi dia de meia maratona em Lisboa. Mas eu cá sou a miúda das mini-maratonas. E chega bem. Fiz o ano passado a mini maratona da ponte Vasco da Gama, portanto já sabia que havia muita gente a participar. Mas esta é diferente. A ponte 25 de Abril deve ter outro fascínio nas pessoas. Tanta, mas tanta gente. Realmente correr é mais do que uma moda. Porque as modas passam. E correr não passa. É bem giro ver a quantidade e diferença das pessoas que estão ali. Homens, mulheres, idosos, crianças, namorados, amigos, pais e filhos, avós e netos, grupos de corrida organizados. A corrida é um desporto, mas passou a ser também um convívio. A corrida é um contributo para a nossa saúde, mas passou a ser também um estimulo social. Filmes para o InstaStories, fotos para o Facebook, cartazes a dizer “mãe, estou aqui” para a televisão. 

Quem quer mesmo competir tem que ir cedo. Para ficar na linha da frente e não passar os primeiros minutos a levar com encontrões das pessoas. Eu não ligo muito, mas em cima da ponte, por exemplo, é praticamente impossível correr. Fui naquela corrida esquisita em que se levanta os pés e se vai quase aos saltinhos, sabem?!

E foi assim que meti mais oito quilómetros nas minhas pobres pernas. De Almada até ao Mosteiro dos Jerónimos. A meta é a melhor parte, já vos tenho dito, que só lá volto pela sensação do fim. Na meta esticamos as pernas, alongamos, respiramos fundo. Na meta reencontramos os amigos com quem partimos, enormes guerreiros capazes de concluir uma corrida de oito e de vinte e um quilómetros. Na meta oferecem-nos a medalha de reconhecimento e um gelado. Sim, um gelado, para recuperarmos todas as calorias que acabamos de perder (boneco a revirar os olhos).

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