Viagem a Cuba # 3

Viagem a Cuba # 3

Eu sabia que ia gostar de Havana mesmo antes de pesquisar muito sobre ela. Tenho um certo fascínio por estas cidades antigas de prédios velhos e coloridos que resistem ao tempo e à história.

A cidade de Havana foi declarada Património Mundial em 1982. É a capital de Cuba. A viagem aqui no blog vai começar:

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Visitar Havana parece que nos faz voltar no tempo. É a sensação predominante nesta viagem. A cada rua nota-se que há uma história. Em cada edifício, em cada rua, cada pessoa que passa. É tão diferente do que estamos habituados no no dia-a-dia europeu. Ali parece que, apesar de tudo, o que vemos à nossa volta, as pessoas caminham alegres. E há música nas principais praças. Parece um filme.

Os carros são o principal atrativo da cidade. Mantém um aspecto rústico e antigo por fora mas são profundamente arranjados por dentro e é super confortável de andar. Passear na cidade com estes carros a passar ao lado é voltar cem anos atrás. Voltar ao tempo onde nunca vivemos. Quando dizemos que somos de Portugal em qualquer país nos falam de futebol e mencionam Cristiano Ronaldo. Aqui não. Em Havana, ou em qualquer outro local de Cuba, falam-nos de Figo.

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O nosso tour começou na Praça São Francisco de Assis. E logo a partir daqui gostei de Havana. Não estava à espera deste tipo de arquitetura tão trabalhada. Mas o que mais me despertou à atenção foram as cores. As cores das ruas, dos carros, dos prédios, das roupas.

Há uma espécie de contraste nas ruas e formou-se um contraste muito grande na minha cabeça também. Queria fotografar as ruas da maneira como eu as estava a ver, mas ao mesmo tempo queria muito fotografar a preto e branco porque me parecia que mostrava mais o real. Não sei explicar. Foi muito difícil conjugar estas duas vontades.

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A Praça Velha é o local que mais guardo da memória. É super vibrante, colorida, movimentada e arranjada. Por aqui se percebe que Havana está em franca recuperação para os turistas verem. Dentro de algum tempo temo que se possa perder a verdadeira da essência da cidade. O que senti foi que há partes bonitas para impressionar visitantes, mas basta desviar um pouco a rota dos percursos feitos pelos guias, e escapar para ruas paralelas, para perceber que as ruas se tornam mais sombrias, menos arranjadas, muito mais pobres e degradadas onde se deve viver muito mal.

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A Praça da Catedral, mostra alguns pontos e edifícios históricos que se destacam no meio dos prédios antigos. Há bastantes restaurantes, com bom aspecto em Havana, algumas lojas e hóteis. Vi uma barbearia e uma loja com cervejas e produtos desse género, mas em muito menor quantidade do que eu pensava. Não há, como noutras cidades do mundo, uma grande oferta para comprar recuerdos por exemplo, isso encontra-se mais em vendedoras de rua ou nos mercados de artesanato.

De frente para a Catedral, na rua do lado esquerdo, encontra-se a Bodeguita del Medio. O melhor sítio para beber Mojitos na cidade. O espaço é o mais pequeno de sempre mas consegue lá meter os clientes dentro e ainda uma banda a tocar ao ritmo cubano. Adoro! As pessoas vão recebendo a sua bebida e reúnem-se cá fora. É como se fosse um bar no Bairro Alto, com uma única diferença: é que este é o único.

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Havana não fica por aqui. Amanhã trago outro post sobre a cidade e o último desta viagem!

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