Viagem a Cuba # 4

Viagem a Cuba # 4

As viagens como balões de oxigénio. Como bombas de ar ou comprimidos revitalizantes. Começam a fazer-me bem no dia em que escolho um local e só terminam depois de voltar e escolher as fotos para colocar aqui no blog. Estive a viajar desde o ano passado até hoje portanto.

Desde o dia em que escolho o destino até à marcação e depois à concretização há todo um processo. Há a preparação e pesquisa daquilo que quero ver e há a parte da organização da viagem. Estou feliz tanto nos dias em que ainda falta muito como nos dias em que já falta pouco. Sei lá, a viagem que demora uma semana serve para andar em êxtase durante meses. Depois há o momento da viagem em si que tento aproveitar e registar cada bocado. E não termina quando regresso. Porque depois há esta parte de chegar e escolher as fotos que vos vou mostrar, escrever aquilo eu senti, do que gostei mais, do que não gostei. E só depois disto é que termina, de verdade, a viagem e vem a parte da nostalgia. 

Nas viagens nunca há nada a perder, só a ganhar. Não há uma viagem da qual eu não tenha trazido alguma coisa. Geralmente uma coisa boa. Todas as viagens são aprendizagens. Todas valem a pena. Todas são uma realização, fazem-me crescer e evoluir de alguma maneira. E mais, viajar abre-me a mente. Faz-me conhecer realidades com que não estou habituada a lidar e sinto que isso me tem feito bem à cabeça, no sentido de modificar a maneira como encaro as coisas. Acredito que foi por causa de algumas experiências em viagens, junto ao desconhecido, que modifiquei a minha forma de estar noutras viagens. E me tenha tornado mais simples, mais desenrascada ou menos ‘picuinhas’, por exemplo.

Viajar é aquilo que faz sentido para mim neste momento. Em determinada altura da minha vida, porventura, poderei encontrar outras coisas que me realizem desta forma, mas por enquanto é isto que me faz feliz.

Agora sim a minha viagem a Cuba terminou. Mais uma experiência fabulosa e enriquecedora para a cabeça. E estas são então as últimas recordações daquilo que vi em Havana. O último post desta viagem. Aqui vemos alguns meios de transporte populares em Havana. O meu preferido, além do carro clássico cor de rosa (óbvio), é o coco táxi, aquele amarelinho que podem ver aqui em baixo.

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A zona do Capitólio parece mais desenvolvida. Mas não é. Aliás, logo ali atrás, podemos ver a degradação dos prédios. O edifício do Capitólio é uma grande construção, com um estilo arquitetónico diferente do resto da cidade. Está em obras, mais um restauro na cidade, mais uma prova de que a cidade está a mudar.

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É quase obrigatório beber rum e fumar charutos. Beber o rum ainda vai, agora os charutos é que não, só o cheiro dá cabo de mim. Mas eles têm muito orgulho em dizer que são trabalho nacional, tudo feito à mão, talvez por isso chegue a preços tão altos. Os charutos foram a única coisa que achei cara na cidade. Tudo o resto fica muito barato para nós, europeus.

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Tal como eu tinha referido no post anterior, basta fugir um pouco ao roteiro turístico para perceber que Cuba é de facto muito pobre. Estas ruas só as percorremos dentro do autocarro. Mas devo dizer que não senti perigo na rua.

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A Praça da Revolução é o sítio onde estão homenageados Fidel Castro e Che Guevara. Além de estarem retratados em toda a parte, pelas ruas, seja em posters ou desenhos, estão também aqui em alta escala nesta praça com as suas frases mais marcantes.

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A visita a Havana que eu fiz só durou um dia. Dá para ver a maioria das coisas da cidade colonial, sim dá, mas na minha opinião foi pouco. Havana merece pelo menos dois ou três dias, para viver o ambiente da cidade à séria. E, já agora, para conhecer a noite também.

Esta viagem foi o ponto alto do ano, até agora. Varadero foi uma praia incrível, com a água mais azul que já vi no Caribe. E, depois, a cidade de Havana é super diferente. Acho realmente importante conhecer estas realidades do mundo. Um país pobre, ainda muito dominado pela presença de Che Guevara ou Fidel em todas as paredes. Uma dicotomia imensa entre a cidade que gente como nós vai visitar e a cidade onde eles vivem. A história. Os edifícios, Os carros. As pessoas. Diferente, tão diferente!

Como já referi, Cuba irá mudar nos próximos anos e talvez perca alguma essência. Junto à linha da praia há várias construções a avançar, pelo que vão nascer hotéis novos e luxuosos (o que será completamente contrário àquele em que eu estive). Não quero com isto dizer que será mau, no entanto, os preços irão disparar brutalmente. Porque hotéis novos junto daquelas praias, estão a ver, não é? Depois a cidade, é mais difícil renovar, é certo, mas já existem obras a decorrer, algumas coisas são capazes de mudar por lá. Só é pena que seja apenas a parte turística, porque a parte local merece ser melhor tratada.

O balanço final é muito positivo. Agora o objectivo é trabalhar mais uns meses para poder prosseguir com estes sonhos que me enchem as medidas. Se costumo dizer que corro para comer, também posso dizer que trabalho para viajar.

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