Mapa do mundo

Mapa do mundo

O mundo é uma coisa grande, realmente. Não sei se algum dia conseguirei ver o mundo todo. Mas faz parte dos meus sonhos e planos visitar o mais possível. Admiro tanto aquelas pessoas que fazem das viagens um modo de vida. Que fazem da aventura a sua profissão e do mundo a sua casa!

Acho que se aprende muito a viajar. Mais do que noutro lado qualquer. Aprende-se não só sobre os países, mas sobre as pessoas, sobre as culturas, hábitos e valores. Aprende-se sobre várias línguas, sobre várias gastronomias. Aprende-se sobre arquitetura, sobre história. Aprende-se sobretudo sobre nós mesmos.

A viajar já fiz coisas que achei que não seria capaz de fazer. A viajar abdico de coisas que normalmente são parte do meu dia-a-dia. Não me importo se não secar o cabelo. Durmo num comboio. Não me importo de comer qualquer coisa. Quando viajo ando de cabeça erguida, não tiro os olhos do ar. Viajar é absorver ambientes, espaços, sítios, pessoas. Viajar é a experiência mais enriquecedora que tenho tido nos últimos anos seja para países mais ricos ou mais pobres, mais antigos ou mais modernos, mais a ocidente ou mais a oriente.

E por isso comprei este mapa do mundo em modo raspadinha. O objectivo é raspar os países que já visitei vendo-lhes a cor. Espero um dia ter este mapa mais colorido do que dourado, significaria que já tinha muitas histórias para contar.

Comprei o meu mapa aqui e achei que uma moeda era o indicado para o raspar mas não. Não façam isso. A moeda vai riscar o mapa e tirar-lhe a cor estragando o efeito pretendido. O melhor é passar uma borracha na área que queremos desvendar. Mas com muita paciência e cuidado porque muitos países são pequenos e facilmente lhes passamos a borracha em cima sem querer. Cá em casa verificamos que andamos a vistar muitos países de pequenas dimensões e portanto precisamos de fazer viagens aos EUA, Brasil, Austrália ou à Rússia urgentemente para ter um mapa mais colorido, estão a ver?!

Quando fizemos o interrail, há dois anos, conhecemos grande parte da Europa e isso permitiu-nos hoje raspar ali um bocadinho naquela zona. Mas foi muito difícil não raspar a Bélgica, o Luxemburgo, a Dinamarca e a Suíça, por exemplo, porque são países pequenos, a que não fomos, no meio de países grandes, onde fomos. E enquanto estamos a raspar estes grandes pode fugir-nos a borracha para o sítio errado. Temos que usar uma borracha muito pequena (aquelas que vêm no cimo dos lápis são as melhores) e mesmo assim é quase impossível contorná-los e deixá-los intactos. “Cuidado, se rasparmos um país errado depois temos de lá ir”, foi ele que disse. Vou só por uma unhada ali na Austrália e quero ver o que acontece depois.

 

 

2 Comentários

  • Rititi
    9 Maio, 2017 10:25

    Primeiro de tudo, não há um post teu que não me faças rir xD Segundo, amei esse mapa e a ideia dele e devo dizer que fiquei com uma gigante inveja de todos os países que já visitaste! Concordo que viajar faz-nos mais; mais tudo, mais humanos, mais cultos, mais interessantes, mais aprendizes… Qual a próxima viagem, Austrália? :p

    • Andreia Moita
      9 Maio, 2017 11:18

      Ahah obrigada Rititi! Olha agora as próximas férias serão por cá que o nosso verão merece! Bjs

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