Palavras quase perfeitas | despertar

Palavras quase perfeitas | despertar

Despertemos. Estamos no final de Setembro. Vai começar o último trimestre do ano. Despertemos para a nossa vida e para o mundo em geral. Isto passa tudo muito rápido para andarmos a dormir, para deixar passar oportunidades, para deixar de fazer o que gostamos ou que sempre quisemos. Estão a ver quando o despertador toca e nos recusamos, no nosso íntimo, ouvir? É mais ou menos isso que temos de parar de fazer.

Qual é a importância de despertar? Despertar só por si já implica que estivemos adormecidos. Sim, é isso. Não estamos nós, por vezes, adormecidos? Não deixamos adormecer as nossas ideias criativas? Os nossos sonhos? As nossas paixões ou os nossos maiores desejos? Sim, acho que sim. Tenho-me certeza que nos acontece a todos no meio do rodopiar dos dias. Parece que às vezes precisamos de um clique, que aconteça alguma coisa trágica na nossa vida, para acordarmos, mais ou menos como o som de um despertador, mas bastante mais forte e intenso. Quando acordamos de manhã entramos em piloto automático. Comemos, tomamos banho, conduzimos até ao trabalho. Executamos as nossas tarefas profissionais, vamos ao ginásio. Chegamos, fazemos o jantar, arrumamos a cozinha e já passa da hora de dormir para recomeçar tudo isto amanhã outra vez. Não estivemos nós adormecidos o dia todo?

Acredito que os dias iguais e repetitivos possam adormecer a nossa cabeça e o nosso corpo. Há que encontrar um tempo para despertar e nos pôr a pensar. Nem sempre é fácil encontrar o nosso tempo, mas confio que depois o encontrarmos e fazermos com o ele aquilo que nos dá mais gosto e nos realiza, aí sim, despertaremos.

Não há uma fórmula para isto. Nem sequer é fácil ou pacífico. Demora até muito tempo, por vezes. Cabe a cada um encontrará aquilo que o fará despertar e para o que deve despertar. À sua maneira e ritmo. E com isso acordará para o faz mais feliz. Ainda ando à procura do meu despertar também eu. Bem devagar. Estou a descobri-lo e está a saber-me muito bem.

Às vezes parece que não temos tempo para nada e que andamos sempre a correr. Outras vezes não parece, andamos mesmo. Eu sei porque sinto isso. Mas, despertemos, a semana tem sete dias, nuns dias faz-se umas coisas noutros dias outras, com consciência disso mesmo. Assim, havemos de conseguir guardar tempo para o que realmente nos importa e concretiza. Aí será o nosso despertar.
Este post faz parte do desafio das #palavrasquaseperfeitas da Cris Loureiro blogs.

2 Comentários

  • Green
    27 Setembro, 2017 13:45

    É isso mesmo, passamos a vida numa rotina viciosa que pouco de bom nos trás, e temos um mundo todo por descobrir, por explorar, por ver e viver :)

  • Cris Loureiro
    27 Setembro, 2017 20:59

    é bem verdade que a rotina adormece-nos…

    Beijinhos e mais uma vez obrigada pela participação 😉
    Cris
    http://www.crisloureiroblogs.com

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