Chapters & Scenes | Indie e filosofias de vida

Chapters & Scenes | Indie e filosofias de vida

O tema deste mês do Chapters & Scenes foi o mais dificil (até agora). Indie e filosofias de vida. Não vejo muitos filmes que sejam considerados Indie mas agrada-me conhecer novas filosofias de vida, quer as siga ou não. Umas das coisas com que me tenho deparado nos últimos tempos são as teorias do minimalismo, mindful e bem estar emocional. Se calhar não lhes dou a devida importância mas aparecem-me cada vez mais à frente. Foi por isso que escolhi o livro (e também o um filme) “Comer, orar, amar”

Tal como eu, também Liz, a personagem principal da história, não se identificava com os iogas da vida, com a meditação e com esse estilo de vida que engloba a conversa interior e a satisfação pessoal que isso proporciona. O que me prendeu nas primeiras páginas do “Comer, orar, amar” foi precisamente a descrença dela. E é de um forma emocional mas muito cómica que ela se descreve a ela e às suas experiências de vida.

Há uns atrás tinha tentado ver o filme, interpretado pela Julia Roberts, mas adormeci. Isso quer claramente dizer que há uns atrás eu não estava minimamente ligada a nada disto. Agora, não só consegui ver o filme como ler o livro também. (Não por esta ordem, claro) Isto dos trinta anos realmente é um abre-olhos. Não pratico ioga nem meditação. Acho que estou não estou preparada para o silêncio a que ambos obrigam. Tenho sempre muitas coisas a acontecer dentro da minha cabeça, a verdade é essa. Mas o mindful, que é ligado ao foco e concentração já diferente e tem me interessado cada vez mais.

Liz apercebe-se do bem que lhe faz a meditação após o seu divórcio. Ela percebe que precisa mudar de vida, de pessoas, de ares. Precisa de se desprender de coisas antigas e velhas na sua vida a todos os níveis: materiais e emocionais. E parte em viagem. Sozinha visita três países que lhe preenchem os três campos interiores que se encontravam vazios e a curam da depressão e da solidão em que se deixava cair vezes sem conta nos últimos anos. Nesses três países, começados pela letra I, ela faz exatamente o que o título diz, ela vai comer, orar, amar e viver!

“A depressão chega mesmo ao ponto de confiscar a minha identidade, mas ela faz sempre isto. Depois a solidão começa a interrogar-me, o que me apavora porque se prolonga sempre horas a fio. É educada mas inflexível e acaba sempre por me apanhar em falso. Pergunta-me se tenho conhecimento de alguma razão para estar feliz. Pergunta porque estou sozinha esta noite”

Comer em Itália

Itália é o um dos meus países preferidos. Está no meu top três. Agrada-me tudo lá. As ruas, os monumentos, a história, a língua, as pessoas e a comida. Eu sou amante de massas, de todas as formas e feitios e portanto é o único país do mundo em que eu como tudo até ao fim. Naturalmente é um país que nos faz engordar. Não interessa. Se puderem visitem Itália. Foi lá que Liz decidiu começar a sua viagem para comer tudo o que lhe apetecesse sem se importar com o aspecto físico. Mas também foi por outro motivo. Liz queria aprender italiano. Ou seja, queria realizar um desejo antigo e sentir-se realizada atingindo a satisfação pessoal.

Orar na Índia

Sou cética mas estou no bom caminho. E adorei o facto da Liz também ser como eu no seu início. Ela chegava a ser cómica no modo como descrevia as coisas que lhe passavam pela cabeça. Confesso que eram as minhas partes preferidas. Na Índia, o objectivo dela era ficar num templo. E essa parte para mim é que já é pior. Mas ela ficou e enfrentou as privações todas de acordar cedo, meditar e praticar o silêncio.

Amar na Indonésia

A última paragem foi na Indonésia onde Liz pretendia encontrar o seu guru. E encontrou. Visitava-o todos os dias. Mas não encontrou só isso. Fez uma amiga, que era curandeira, e mais…encontrou um novo amor. Com a mente mais livre e aberta, depois desta viagem espiritual. Não conheço a Indonésia, mas confesso que adorava. Acho sempre que é dos sítios mais diferentes que podemos conhecer para contrastar com a realidade europeia.

“E quando se pressente a mais remota hipótese de felicidade, depois de tempos tão negros, devemos agarrá-la pelos tornozelos e não largar até que ela nos arraste e tire da lama”

Fiquei a gostar muito do trabalho da Elizabert Gilbert como escritora depois deste “Comer, orar, amar” e estou agora a querer muito ler um outro livro dela que é o “Big Magic”. E vocês, identificam-se com este tipo de escrita? Com estes livros? Com estas filosofias de vida?

 

O desafio Chapters & Scenes é uma iniciativa da Mariana, do Blog It’s ok.

6 Comentários

  • Ana Eira
    9 Março, 2018 16:14

    A meditação é algo que tenho tentado introduzir na minha vida há uns meses para cá mas venho sempre a adiar, infelizmente!
    Gostei de saber a tua opinião!

    Beijinho
    http://afterthework.blogspot.pt/2018/03/the-power-of-pearls-shein.html

    • Andreia Moita
      13 Março, 2018 14:16

      Ainda não estou preparada para a arte de meditar. Acho que é uma coisa a que temos de nos dedicar e querer muito.

  • Green
    10 Março, 2018 15:02

    Confesso que nunca vi esse livro nem vi o filme, nunca me despertou muita curiosidade, mas agora até fiquei com vontade de ler e ver, depois deste teu post 🙂

    • Andreia Moita
      13 Março, 2018 14:14

      Aconselho mais o livro. Beijinhos

  • Monica
    11 Março, 2018 18:29

    Confesso que não li o livro mas adorei o filme. E nessa altura também não sabia bem o que era o minimalismo. (isto é conversa para outra altura). Apesar de não concordar com alguns ideais dela, como abrir a mente para uma religião, identifiquei-me com toda a viagem espiritual dela, mesmo que eu estivesse noutra fase completamente diferente.

    • Andreia Moita
      13 Março, 2018 14:14

      O livro é bem mais interessante do que o filme. Como aliás a maior parte dos livros são. Acho que a ler percebemos melhor as coisas e pensamos mais sobre elas. Beijinhos

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