Cascais | brunch e roteiro

Cascais | brunch e roteiro

A convite das miúdas do Armazém de Ideias Ilimitada fui conhecer a vila de Cascais. Vila sim. Que os moradores muito se orgulham do estatuto de vila do lugar onde moram. A luz, os pequenos cubículos embelezados, os edifícios coloridos, as festas íconicas, a história e o mar foram o pano de fundo deste fim-de-semana que passou.

O Armazém de Ideias Ilimitada é o blog por trás da Rosarinho e da Susana. Duas miúdas bem dispostas que conheci no Blogging for a cause, o ano passado. Sempre com vontade de inovar, criativas e dinâmicas as miúdas (é assim que gostam de se auto-denominar) escolheram a cidade de Cascais para morar. Orgulhosas que são desta pequena vila com tradição de mar convidaram-me para conhecer aquilo que de mais bonito têm lá.

O mercado da vila de Cascais

Começámos o dia no renovado mercado onde a tradição ainda é o que era. Verduras e leguminosas de cores bem bonitas estendem-se ao longo de todas as bancas. Flores da cor do verão. Pequenas plantas aromáticas que trazem o verdadeiro cheiro dos temperos. Peixe fresco ao lado das velhas balanças com os pesos de antigamente. Deambulámos alguns instantes pelas bancas do mercado onde as pessoas da vila passam mais apressadas, afinal, elas enchem as sacolas com as suas compras da semana.

O mercado da vila é onde se realizam eventos como mercado da sardinha, o mercado de outono, o mercado do chocolate, de natal, da cerveja, do vinho e por aí a fora. Para quem não sabe, Cascais é o centro das festinhas e agora no verão “rolam” algumas!

Brunch na Dona Flôr

Cascais está uma vila renovada, cheia de recantos bonitos e frescos. Novos negócios surgem rápidos, com aquele requinte que nós gostamos. Tanto a Susana como a Rosarinho apoiam, no seu blog, o comércio local por isso se quiserem saber mais coisas sobre o comércio em Cascais é ir ao blog delas cuscar.

Levaram-me a lugar super fofo no centro da vila. O Dona Flôr é um pequeno café ao estilo rústico. Só há boa onda lá dentro. Cadeiras e mesas que nos levam para dentro da casa da nossa avó. Candeeiros e decoração a condizer com as redes de pesca e cheiro a mar. Fiquei muito bem impressionada. Sabem aqueles sítios onde até a casa de banho é gira? Pronto, é isso.

O brunch é uma incrível e bem conseguida mistura de pequeno-almoço com almoço que não nos deixa demasiado inchadas de comida, mas sim muitíssimo satisfeitas e agradadas. Uma fatia de pão com creme de abacate, azeitona e tomate seco, outra com manteiga de amendoim e banana. Uma taça de cuscus, outra com fruta e para finalizar um quadrado de bolo de chocolate e coco.

Os projecto de voluntariado Locals

O programa locals é constituído por jovens estudantes do curso de Turismo. O objectivo é darem a conhecer os principais pontos da vila de Cascais, aos visitantes, de forma gratuita. Pessoalmente achei este programa nota dez, pois é um óptimo incentivo e treino para os estudantes ao mesmo tempo que é perfeito para os visitantes terem visitas guiadas. Aprendi uma data de coisas com o Eduardo, o nosso “guia”.

Este ano Cascais é a capital europeia da juventude. Nota-se bem o esforço feito pela autarquia para implementar melhorias na vila que está francamente virada para o turismo. Acredito que quem lá more goste de ver o seu desenvolvimento.

Walking tour com os locals

Foi o terramoto de 1755 que marcou o fim da muralha que dividia ricos e pobres. O rei D.Carlos era um extremoso amante do mar, inclusivamente consta que no leito da sua morte pediu para a cama ser virada para o mar. Já fiquei fã do senhor. Gosto de tudo o que tem a ver com o mar. As redes de pesca. O cheiro salgado. O reflexo do sol nas ondas. Tudo me agrada no mar azul mesmo que seja gelado.

Esta walking tour começa junto ao Visitor Center, na praça 5 de Outubro e  tem a duração de duas horas em que passamos pelos sítios mais emblemáticos de Cascais.

Visitamos a zona da praia e sabemos mais sobre as construções que ficam de frente. Caminhamos pelo passeio Maria Pia onde está a está a estátua do Rei D.Carlos. Vemos o marégrafo e ficamos a saber que serve para medir o aumento das marés. Visitamos a Cidadela, um antigo retiro real e onde está hoje uma das pousadas de Portugal e a conhecida livraria solidária Deja lu aonde prometemos voltar.

No caminho dos museus conhecemos um antigo convento pintado de cor de rosa e vamos parar ao Parque Marchal Carmona. Um bonito espaço verde dentro da cidade. Acho que faz tanta falta isto existir. É um parque onde se pode brincar aos jogos tradicionais, onde as crianças podem correr, há parque de merendas, alguns animais de penas, a biblioteca municipal e é onde atualmente reside o Edp Cool Jazz.

Mais à frente há o museu do mar e a Casa das Histórias Paula Rego que é onde a autora portuguesa aloja os seus quadros. Não lhe quis chamar museu porque aquilo que podemos ver nas suas pinturas são histórias.

Um obrigada às miúdas

Preciso agradecer à Susana e à Rosarinho pela prontidão com que me fizeram este convite durante a nossa conversa no Bloggers Camp deste ano. Passear e conhecer culturalmente o local onde vivemos é maravilhoso. Obrigada pelo convívio deste dia, pelo que aprendi, pelos locais que conheci, pelo presente que me deram com o cunho do armazém de ideias ilimitada e claro pela boa disposição com que regamos este agradável passeio.

Tenho a certeza que a dedicação delas a este tipo de iniciativas bem como a vontade com que o fazem as vai fazer chegar longe naquilo a que se propõem. Mais uma vez o mundo dos bloggers a provar que há grandes pessoas e brilhantes iniciativas atrás dos computadores.

9 Comentários

  • Green
    25 Julho, 2018 19:48

    Fui uma única vez a Cascais e… não gostei. Estive na praia, passeei pela zona envolvente à mesma e as principais recordações que tenho são: cheiro a urina nos passeio, ruas sujas, areia da praia demasiado fina que se enfiava em todo o lado e o nosso chapéu de praia “roubado” por umas miúdas que acharam que estando na praia era propriedade pública.
    Bem diferente desse Cascais de que falas.

    • Andreia Moita
      26 Julho, 2018 10:07

      Já foi há muito tempo?
      É que Cascais está muito diferente do que era há uns anos atrás. Há uma grande aposta para melhorar as condições dos moradores, visitantes e turistas.

      • Green
        27 Julho, 2018 21:08

        Foi há 3 anos, na altura do verão.

  • Rosarinho & Susana
    26 Julho, 2018 8:27

    Querida Andreia! Adorámos a forma como sentiste a nossa Cascais. E mais uma vez agradecemos teres aceitado o nosso convite. Foi um dia muito bem passado!
    Obrigada pela forma como falaste de nós… Ficámos emocionadas.
    Estamos, também, a preparar um post sobre esta nossa aventura!
    Beijinhos e serás sempre muito bem vida à nossa vila!

    • Andreia Moita
      26 Julho, 2018 10:05

      Com a vossa forma de trabalhar, lidar com as pessoas e estar na vida, de certeza que muitas coisas boas (como esta) virão.
      Beijinhos

  • Andreia Morais
    27 Julho, 2018 20:52

    Que publicação tão cheia de luz e encanto, rendi-me do início ao fim!
    É tão sentir esse orgulho pelo sítio onde vivemos (ou de onde somos) e perceber que não para de crescer e que tem projetos tão interessantes.
    Fiquei cheia de vontade de ir à Dona Flôr e de visitar cada detalhe que mencionaste 🙂

    r: É mesmo reconfortante, porque temos nas mãos uma história maravilhosa, que tanto pintou o nosso crescimento. E, claro, torna-se ainda mais especial pelo que referiste, porque agora somos capazes de compreender certas atitudes, certos momentos, que, na altura, nos passaram um pouco despercebidos.
    “Se nos guiarmos por alguns deles, temos muitas hipóteses de ser pessoas bonitas», assino por baixo!

    Beijinhos*

    • Andreia Moita
      30 Julho, 2018 15:58

      Olá Andreia.
      Obrigada pelas palavras. Visita a Dona flôr, recomendo, eu gostei muito de lá ir.
      Beijinhos

  • Filipe Parreira
    28 Julho, 2018 22:19

    Que bonitas fotos de Cascais. Só lá estive uma vez em 2011 mas gostei muito.

    • Andreia Moita
      30 Julho, 2018 15:59

      Obrigada Filipe.
      Considero que Cascais tem vindo a melhorar bastante nos últimos anos.

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