Histórias e sabores no brunch do mundo

Histórias e sabores no brunch do mundo

Voltei ao Brunch o Mundo. Para uma experiência diferente da que tive da primeira vez. As histórias e sabores que com que saí de lá pela primeira vez fizeram-me voltar. E calculo que não fique por aqui.

Fui ao Brunch do Mundo pela primeira vez, no início do ano, pelas mãos da Rita da Nova e dos seus workshops de Escrita Criativa. Contei-vos neste post que o objectivo era provar iguarias de vários países e escrever sobre sensações usando os cinco sentidos. Comi de olhos vendados. Ouvi o crepitar da comida. Escrevi só com base no cheiro e na visão antes mesmo de sentir o paladar. Nesse workshop desafiei-me, pus-me à prova e desbloqueei algumas limitações que tenho acerca da comida.

Por isso mesmo resolvi voltar. E conhecer mais histórias e sabores. Como disse no post anterior, queria muito lá levar todas as pessoas que conheço, tal foi a experiência enriquecedora que lá tive. Pois bem levei o Bruno, que estava entusiasmado em provar as comidas da América do Sul e Centro, anfitriãs desta temporada.

O conceito do Brunch do Mundo é dar-nos a provar algumas iguarias vindas de longe ao mesmo tempo que nos conta algumas curiosidades do país em questão. Não comemos só, portanto. Viajamos mesmo. E tudo isto graças ao conhecimento, mão para a cozinha e boa disposição das irmãs Rita e Ana. Em cada temporada há um continente a descobrir. E mesmo como se de uma viagem se tratasse, os participantes arrancam todos juntos à volta de uma só mesa. E quis a ironia, que, sem eu saber, estivesse naquela mesma mesa a pessoa que me levou lá pela primeira vez. Eu ainda tento não acreditar nestas coisas, mas a Rita embarcou também neste dia e podem ler o post dela aqui .

As histórias e sabores da América do Sul de Centro

Esta um calor dos diabos neste dia, só vos digo. Mas enfim, eu gosto de calor, nem reclamo. Em cima da mesa estava pão de milho e pão de queijo, ambos característicos desta zona do globo. Não visitei nenhum dos países que estiveram connosco nesta viagem o que tornou as coisas ainda mais interessantes. Quero muito ir à América do Sul, a países como o Brasil, Argentina e Perú. Mas vamos ver o que eles me reservaram neste dia.

Barbados – Poncha de Frutos

Lima, limão, ananás, laranja, groselha e goiaba. Era cor de rosa como esta última fruta. Eu adoro sumo e doce de goiaba e acho a maior das graças à sua cor deliciosa. Este sumo veio várias vezes para a mesa. E todos devemos ter bebido em bastante quantidade. De consistência perfeita, leve, doce e fresco fez as delícias de todos do início ao fim da refeição. Era mesmo, mesmo maravilhoso, mais do que consigo descrever.

Colômbia – Sopa Ajiaco

Do país da Shakira vem uma sopa leve e, para que possam ter ideia, é parecida com uma canja. Tem tiras de frango, batata e é depois acompanhada por uma maçaroca de milho (que aprecio bastante) e creme de leite e alcaparras. Eu não gosto de batata, já aqui falei disto no blog, mas adorei esta sopa e é capaz de ter sido a minha receita preferida na parte das comidas salgadas.

Perú – Causa Rellena

É um prato com batata doce, atum, abacate e ovo. É o prato mais bonito e mais fresco da ementa desta temporada, na minha opinião, contudo foi o que gostei menos. Tenho que ser sincera, eu gostei do sabor mas não da textura que por se assemelhar a um empadão não me agrada. É mais ou menos como a história da batata, que não gosto pela sua consistência. Não me julguem. Este prato foi adorado por todos, mas sou muito forte na minha singularidade (e esta é a minha forma subtil de encarar a coisa!)

Venezuela – Arepas com Guacamole

As arepas são pães de milho recheados com guacamole. É muito bom este prato é perfeitamente capaz de ele só constituir uma refeição.

Argentina – Panquecas com doce de leite

Por esta altura já estava a ficar cheia. Mas as miúdas não brincam e este brunch é a sério. Ainda vinham aí as sobremesas. Da Argentina vem o tango e vem também o doce de leite. A Rita explicou-nos, sempre bem disposta, como é que o doce de leite nasceu. Foi de um erro na cozinha, vejam bem no que resultou. São estas histórias e sabores que fazem valer a pena. Rapei a tigela com este docinho que ganhou o destaque do meu prato preferido na parte dos doces.

Brasil – Açaí com granola

Estou viciadíssima em açaí, para que saibam. E a granola não lhe fica muito atrás. Portanto juntar isto no mesmo prato só podia satisfazer o meu pequeno estômago.

Nicarágua – Doce dos três leites

É um bolo consistente e fofo que nos chegou para celebrar o final da refeição em beleza. De aspecto bonito e cuidado, este bolo reúne todas as características para ser um sucesso para quem o prova. Ia agora mesmo uma fatia!

O brunch do mundo é sempre um desafio

Para mim, encarar esta viagem é o mesmo que viajar a sério. Fico sempre muito preocupada com aquilo que vou comer por causa dos créditos que dou à minha esquisitice. Mais uma vez saí de lá muito satisfeita comigo e cada vez mais fã do trabalho das miúdas por traz disto. É preciso muito empenho, muito gosto e paixão, muita curiosidade, (muita vontade para estar dentro de uma cozinha com o calor que estava). Muito saber para servir pratos diferentes, bem compostos e sempre bonitos e ainda falar com a dedicação e alegria com que elas o fazem. É mesmo uma viagem de histórias e sabores incrível. Sinto-me cada vez mais inspirada com este novo empreendedorismo onde vejo surgirem os melhores projectos. A este só desejo o maior sucesso.

Para participaram é necessário estarem atentos ao Instagram ou ao Facebook do Brunch do mundo, onde são anunciadas as datas da “viagem” e mandarem um e-mail para reservar a vossa vaga. Os lugares são limitados, para tornar a experiência mais intimista, por isso corram, quando for a vez do vosso continente preferido ou então, quem sabe…em todos!

1 Comente

  • Green
    8 Agosto, 2018 13:47

    Um conceito muito interessante sem dúvida, além de eu ser bastante esquisita com a comida.

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