A amiga genial – receita de crepioca | Páginas salteadas

A amiga genial – receita de crepioca | Páginas salteadas

A amiga genial é um livro do qual ouço falar faz muito tempo. Ouvi várias pessoas a recomendarem a sua leitura. E olhem, a primeira coisa que tenho a dizer sobre o livro é que me custou muito lê-lo. A segunda coisa é que não gostei de o ler.

Ouvi várias opiniões. A primeira vez que ouvi falar deste livro foi no clube de leitura da Sónia Morais Santos. As pessoas diziam que a relação da Elena com a Lila as incomodava. Que era uma relação tóxica. De dependência. E que isso as enervava muito. Ou seja, tinham uma relação com o livro, sentiam uma emoção ao ler a história. E é isso que é suposto um livro despoletar em nós: emoções. Sejam boas, más, positivas, negativas. É suposto que um livro cause alguma coisa em nós.

A amiga genial não me fez sentir absolutamente nada. Não senti envolvimento com a história, não me identifiquei com as personagens e o ritmo da escrita não me atraiu. Mas uma coisa é certa, reconheço que as personagens principais têm uma boa construção. A amizade entre Lila e Elena, é o centro da narrativa, e eu, embora não tenha sentido especial empatia nem por uma nem por outra, se tivesse de escolher optava por Lila. Por ser muito complexa nas suas ações e impossível de compreender na sua plenitude. Senti que há uma certa dependência e, uma certa inveja, da parte de Elena. Às vezes, talvez, até da parte de ambas. Sentimentos que não compreendemos nem controlamos quando somos jovens, como é o caso delas.

O que fazer quando não gostamos de um livro?

Não desisti de ler a Amiga Genial. Não porque sentisse vontade de saber o que ia acontecer. Eu não desisti de ler porque não tenho o hábito de deixar livros a meio. Posso demorar. Posso ler outros pelo meio, para desanuviar, mas sinto-me inacabada deixando um marcador a meio de um livro. Talvez faça mal. Talvez esteja a perder o meu tempo. Há tantos livros que quero ler.

Sinto-me verdadeiramente mal quando não gosto de um livro. Não gosto de dizer que não apreciei. Mas olhem foi isso que aconteceu e aqui estou a contar-vos. Talvez precise de aprender a abandonar os livros quando não me satisfazem. Talvez isso seja uma meta a alcançar dentro em breve. O que fazem vocês nesta situação? Ficam presas a um livro que não gostam? Ou abandonam sem remorsos?

A amiga genial não é fantástica, mas a receita sim.

Quando pensei numa receita para este livro só queria fazer coisas que eu não gostava. Uns brócolos ao vapor. Umas cenouras cozidas. Batata. Detesto batata. De todas as formas. Assada, cozida, puré. Era o que ia mesmo bem com este livro. Mas já me bastou não gostar do que li, era o que faltava cozinhar e não comer.

Tenho uma regra. Eu não costumo cozinhar o que não gosto. Talvez devesse aplicar esta regra aos livros e deixar de ler quando percebo que não gosto. Adiante. Resolvi fazer uma refeição que eu gosto. Mais do que isso. Fiz uma refeição que gosto muito.

Receita de crepioca com banana

Ingredientes:

  • 80g de tapioca
  • 1 ovo
  • 1 banana
  • canela

A tapioca conforme vem nos pacotes está pronta a confeccionar. Mas eu gosto de peneirar para ficar mais fininha. Juntar um ovo e misturar tudo. Colocar numa frigideira com um pouco de óleo de coco para garantir, mas não costuma pegar, se for uma boa frigideira. A crepioca faz muito rápido. Virar ao fim de dois minutos e acrescentar rodelas de banana de um dos lados, para depois fechar a crepioca.

Acompanhem as outras receitas e opiniões sobre o livro nos blogs da Catarina (Joan of July), da Joana (Às Cavalitas do vento) e da Vânia (Lolly Taste).

2 Comentários

  • Green
    15 Outubro, 2018 11:39

    Também não costumo deixar um livro a meio, nem que seja o pior livro que já li na vida, também sinto que não faz sentido e tenho de ler tudo até ao fim, há quem ache estúpido, mas para mim é lógico.
    Quanto à receita, tirando o óleo de coco e a canela, tudo ok.

    • Andreia Moita
      18 Outubro, 2018 11:26

      Já ouvi dizer que com tantos livros que existem é uma perda e tempo insistir num que não estamos a gostar. Ou então parar e voltar a esse livro noutra altura, noutra fase da vida, como “dar um tempo”. Até concordo com ambas as dicas, mas por agora a minha reação é terminar custe o que custar.

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