Backstreet boys alright

Backstreet boys alright

Os backstreet boys vão volta a actuar em Portugal. É só para o ano e eu já estou em excitação (histeria talvez) máxima. Já ouço as músicas pela casa e canto no duche. Nunca deixei de o fazer a bem dizer. Eles no fundo, “never gone”

Os Backstreet Boys não são só uma boysband. São a minha banda preferida. São parte da minha infância e adolescência. Naturalmente, que ao crescer, fui tendo outros interesses e gostos, mas eles continuam no meu top. Fazem parte da minha história. Era deles que eu tinha posters no quarto. Era por causa deles que eu comprava as “Bravos” e “Super Pops” desta vida. Acreditava mesmo no que lá dizia. “Everybody” acreditava. Era uma época muito mais fantasiosa onde vivíamos os nossos ídolos dessa forma, como ídolos.

Ter ídolos na época antes das redes sociais

Lembro-me de esperar horas até que desse um videoclip deles na MTV para meter a gravar e ver depois vezes sem conta. Não havia youtube. Tudo o que sabíamos deles dava na televisão e estava nas revistas. Era bem mais cor de rosa do que é agora. E tornava esta coisa de ter um ídolo uma coisa muito mais bonita e menos doentia.”It’s true”.

Acho maravilhoso a forma como vivi esses anos. Numa ilusão de que um dia os podia conhecer. Cantar com eles. O meu preferido era o Nick. E isso não mudou com a idade. Desde os tempos em que tinha o cabelo à tigela passando pela fase em que teve uma carreira a solo e até hoje mantém-se o meu preferido. É encantador como consegui guardar todas as letras das músicas antigas na minha cabeça e hoje canto-as deliciada “like a child” e ainda cá tenho espaço para ir ouvir as novas.

Recentemente comecei a segui-los no instagram. Meu deus, o que teria sido, na época, se houve uma forma de os seguir a tempo inteiro?! Uma loucura desmedida. Apesar de todos os benefícios que as redes sociais possam ter, não troco a forma como vivi este encanto de ter um ídolo sem elas. Não trocaria uma adolescência com posters nas paredes e cassetes gravadas por instastories. Acho que os adultos de hoje (os famosos millennials) passaram por uma época brilhante. E somos sortudos por poder viver esta evolução tecnológica, é ter o melhor de dois mundos.

Hoje olho para eles, já quarentões, meu deus e orgulho-me de ter feito para da tribo. De fazer ainda. Ver que também eu cresci desde a época em que cantava Quit Playing games.

Backstreet Boys e uma história de amizade

O grupo começou em 1993 e começou a ficar conhecido aquando do primeiro álbum, três anos depois, em 1996. Eu tinha portanto nove anos quando a loucura toda começou. Mais do que da minha adolescência eles são o meu grande amor de infância.

A primeira vez que eles vieram dar um concerto em Portugal eu não fui. Teria uns onze, doze anos. Era demasiado nova. Passei a noite em casa de uma amiga para ver na televisão, na altura era “All I have to give”. A irmã dela, que era mais velha, tinha ido ao concerto e podia contar-nos tudo no dia seguinte. Éramos as três muito amigas e todas vidradas nos Backstreet Boys, competindo entre nós qual gostava mais do Nick e qual teria mais hipóteses. Eram maravilhosos estes momentos a sonhar. E nós gostávamos deles “more than that”.

Depois de crescidas cada uma de nós tomou o seu rumo e raramente nos vemos. Raramente não. Nunca nos vemos, assim é que é correto dizer. Excepto quando os Backstreet Boys vêm a Portugal. Aí, é uma regra, vamos juntas. Podemos não falar durante anos (“I still miss you” girls) mas ao concerto vamos juntas. E adoro que seja assim. Que possa continuar a partilhar isto com elas depois de vinte anos. Os Backstreet Boys têm esta capacidade de nos juntar e nem sabem que fazemos um bocadinho parte da história deles. Só por isso já merecíamos ir aos bastidores, trocar dois dedos de conversa, confessar o nosso amor…quem sabe cantar uma música ou duas.

E depois crescemos…

e já não vamos a correr para arranjar os melhores lugares no Altice Arena. Porque nos basta vê-los de longe e ouvi-los ao vivo. Não é um concerto de miúdas a gritar para que lhes façam filhos. Afinal eles já têm os seus próprios filhos e famílias. É verdade isto aconteceu mesmo. Eles também cresceram. E apesar de não sermos nós as mulheres deles, e ficarmos meio “incomplete” por causa disso, continua a ser incrível ver como todos crescemos juntos.

“In a world like this” hoje ir a um concerto deles é uma coisa de adultos a reviver com saudade os seus tempos de infância ou adolescência. É por isso que é tão importante ir lá outra vez.  Um concerto dos Backstreet boys não é só mais um concerto. É matar saudades de quem éramos há um tempo atrás. É assim que eu vejo isto e “I want it that way”.

Posto isto, no dia 11 de Maio de 2019 quem é que vai estar lá?

2 Comentários

  • Green
    20 Novembro, 2018 13:11

    Confesso que não sabia que vinham cá, mas realmente deve ser um concerto interessante de se assistir e também deve levar-nos para a nossa adolescência.

  • Irmã mais velha
    24 Novembro, 2018 21:57

    Querida irmã do meio (que vestia de noiva para casar com o Aaron, porque com o Nick ia casar eu!), adorei! Trarei sempre na memória as nossas sessões de karaoke, em frente à TV, sempre que passava um videoclip dos BSB. As cassetes de vídeo continuam cheias, e as t-shirts, apesar de estarem no fundo do baú, não desaparecem. Também recordo o dia do primeiro concerto, e em como me lembrei de vocês, em casa, injustamente. Contudo, hoje não sei dizer a quantos concertos fui (mas fui a todos), sendo que, aquele de que gostei mais foi o do Siberia (tu hás-de saber qual é :). Ainda vibro quando digo que fui a casa do Nick (tipo stalker), e quero lá saber se gostar dos Backstreet Boys é piroso! Pirosa forever!
    Lá estaremos, dia 19/05, a cantar aos aos berros, como sempre: Backstreet’s back, allright!

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