escrever

Escrevo desde miúda. Desde os diários até às agendas. Sempre tive cadernos e blocos espalhados por todo o lado. Uma vez escrevi até uma história que achei que era um livro porque lhe fiz uma capa, e tudo, desenhada por mim. Escrever é a coisa que mais gosto de fazer. 

Era uma história terrivelmente mal escrita. Básica, sem novidades e cheia de clichés. Nem me vou desculpar com a idade que a escrevi. A história não tinha jeito nenhum mesmo. Mas eu gostava de escrever histórias, o que havia de fazer? Ainda gosto. A maior parte das vezes escrevo aqui no blog. Mas há muitas coisas que escrevo que não vêm parar aqui.

Escrevo sobretudo sobre coisas da minha vida. O que vi, o que vivi, o que senti. Acontece que isso às vezes é um pouco redutor. Eu quero escrever noutros campos. No campo das histórias, por exemplo. Não sei se o meu caminho passa por aí, só sei que o quero fazer.

Escrever é a coisa que mais gosto de fazer

É por este gosto e por esta vontade de evoluir na escrita que eu vou ao workshops da Rita da Nova (vejam que ela já tem datas para 2019 e oferecem de prenda de natal a vocês mesmos ou a alguém!) Porque apesar de escrever frequentemente, é naquele dia que sinto a minha capacidade de mudar de registo. É lá naquele dia que faço coisas completamente fora de pé. E ao mesmo tempo que me sinto a sair da zona de conforto percebo que tenho a minha própria voz. A magia da escrita é essa mesmo. Ter uma voz própria a escrever em vários estilos.

Sou capaz de reconhecer a minha evolução desde o dia em que comecei os workshops até agora. Desde o dia em que escrevi aquele história horrível em miúda até hoje. Sou capaz de perceber o meu crescimento a escrever só porque é a coisa que mais gosto de fazer, mesmo que ninguém queira ou goste de ler. E se isto de escrever não servir para mais nada que sirva para me fazer feliz. E 2018 trouxe-me a consolidação deste meu gosto avassalador pela escrita.