roteiro 10 dias na Indonésia

Chegou a hora de publicar o roteiro de 10 dias em Bali. Enquanto escrevo sobre viagens é como se lá estivesse outra vez. Por isso, estou ansiosa para que vejam as coisas incríveis que tive oportunidade de viver na Indonésia, em Junho deste ano.

Não vou fazer como fiz com os posts da Tailândia em que dividi cada destino num post diferente. Este roteiro de 10 dias em Bali estará aqui num só post. Talvez fique demasiado grande, porém vou arriscar. Acredito que, ficando a informação num só lugar, certamente, será melhor para quem lê. Assim sendo, então, não me vou alongar em introduções.

Roteiro de 10 dias em Bali, na Indonésia

Depois de Singapura e de Kuala Lumpur, chegámos finalmente ao destino mais aguardado deste ano: A Indonésia. Foi uma viagem planeada para visitar os três destinos, mas Bali era onde mais queríamos estar. Fiz as minhas escolhas para este roteiro de 10 dias em Bali. Como sabem, é sempre impossível ver tudo. E para terem noção daquilo que podem esperar deste post vou falar destes pontos:

  • Ubud,
  • Uluwatu e Padang Padang,
  • Seminyak,
  • Nusa Penida
  • Nusa Dua.

A primeira impressão que tivemos quando aterramos na Indonésia e apanhamos um táxi até ao hotel foi isto: uma hora de trânsito profundo e descontrolado. Carros malucos. Motas com famílias inteiras em cima. HAVIA TRÂNSITO DE MOTAS!! Às duas por três, parecia que os veículos encolhiam, tais eram as razias que faziam uns aos outros. E nisto, os peões despreocupadíssimos da vida…

Tínhamos um roteiro de 10 dias em Bali definido. Sabíamos o que queríamos ver. Havia um plano mesmo escrito para seguir (sou dessas!) No entanto, havia também tempo (planeado pois!) para uns banhos de piscina ou tardes na esplanada sobretudo depois de percebermos que a Indonésia era a rainha da boa vibe, da descontração e da happy hour (claro!)

Ubud, a serenidade

Pode parecer uma maluquice o que vou dizer. Mas no meio da confusão que vos descrevi no parágrafo acima, existe Ubud e a serenidade acontece. Porque é um sítio calmo e, diria, até, espiritual. Ainda que eu não seja virada para essas coisas, como sabem, senti algo muito zen nesta cidade. Como um transmissor de alegria e calma.

Em toda a zona existem templos. Praticamente esbarramos neles ao virar de cada esquina. A prática religiosa acontece através de rituais de agradecimento. O povo faz à mão TODOS OS DIAS pequenas oferendas que podemos ver dentro dos carros, nos restaurantes, nos hotéis e muitos no chão juntos às portas, por isso cuidado para não pisarem! É normal cheirar a incenso. E é quase regra serem agradecidos, simpáticos e amáveis. Nunca vi gente tão bem educada, disponível e feliz. Toda a gente, sem excepção, nos dava os bons dias com um sorriso.

Os balineses adoram muitos deuses e preparam oferendas feitas à mão como forma de agradecimento. São constituídas de folha de bananeira e têm muitas vezes flores, bolachas e cigarros.

»Forest Monkey e Mercado de Ubud

Todos os dias passámos na Forest Monkey, ficava junto ao nosso hotel, (o The Evitel Resort), porém não sentimos vontade de entrar. Sorry, not sorry. Podíamos privar com os macacos na rua mesmo, uma vez que eles aparecem frequentemente para dar um “Oi” ali perto das lojas.

Junto à Monkey Forest fica a rua mais movimentada de Ubud. Com um estilo trendy, mas bem cool (adoro dizer estas palavras da moda!). Sentia-me fascinada a olhar para cada canto num lugar onde sentia tudo a acontecer devagar (excepto as minhas férias, essas estavam a passar muito rápido).

Caminhando rua acima, encontramos o Mercado de Ubud (que fecha às 18h, atenção). É o lugar ideal para ir comprar aquelas coisas que todos nós gostamos para levar de recordação. Ali, é frequente terem que negociar o preço das coisas, se forem desses que têm paciência… conseguem um desconto. No entanto, não achei que tudo fosse demasiado barato como era na Tailândia ou em Marrocos, por exemplo.

» Uma Palak e o café do Luawak

Certamente, sempre que ouvirem alguém falar da Indonésia vão ouvir sobre os incríveis baloiços onde se anda de cabelos ao vento e vestidos lindos. Não é para menos. Também eu percebi o porquê. Há sítios feitos de propósito para este efeito. Têm até mesmo roupa para a fotografia! PASMEM-SE! (Basicamente, se pagarem são reis e rainhas!)

Eu também tirei as minhas pois claro, a pessoa tinha alimentar o Instagram, ou não?! No entanto, escolhi eu própria a minha roupa antes de sair do hotel. Coisa de pobre, eu sei! Este meu roteiro de 10 dias em Bali também terá direito às fotos bonitas nos baloiços. Aqui estão algumas! PUMBA.

Vimos uma das paisagens mais bonitas de sempre. Podemos ver o sítio à vontade, mas se quisermos tirar fotos nos baloiços é preciso pagar à parte! O guia que que nos calhou era uma simpatia. Passou a manhã a dar-nos indicação sobre as melhores poses para as fotografias e a dar-nos os melhores baloiços, o que tornou a visita super descontraída e engraçada.

Experimentamos o famoso café do Luawak. Segundo as explicações, este café é muito caro e muito conhecido em todo o mundo porque é o animal, de nome Luawak, que escolhe os melhores grãos e os come. Depois de ser processado pelos seus intestinos e expelido é que é feito o café. Acho que conseguiram perceber a ideia. Tive receio de provar. Mas, olhem, tinha de ser. Nesta viagem, decidi deixar deixei de perder oportunidades que poderei não voltar a ter (PENSAMENTO DO DIA)

Degustação de cafés e chás em Uma Palak

» Terraços de Arroz Tegalalang

O roteiro de 10 dias em Bali podia excluir muita coisa. Menos os Terraços de Arroz. Primeiro, porque é uma paisagem verde incrível. Segundo, é uma prova de dedicação à terra e ao trabalho. Um sítio onde vemos os locais no seu habitat natural. E depois porque podemos caminhar por entre as várias colinas e no final sentamo-nos só mesmo a viver um pouco a beleza que estávamos a ver.

» Templo Tirta Empul

Apesar de haver milhões de mini templos pela cidade, o Templo Tirta Empul é um dos grandes. À entrada, depois de pagar, dão-nos um lenço para cobrir as pernas. Não só às mulheres, não pensem. Aos homens também. Faz parte da cultura. Gosto de respeitar estas regras. A determinada altura tínhamos que prender o cabelo também para entrar em certos sítios lá dentro.

Neste templo o mais curioso são as fontes para as pessoas tomarem o seu banho purificante. Há diversas fontes e cada uma tem um objectivo. Mas atenção: Não se pode entrar despido. E nós, mulheres, se estivermos menstruadas também nem pensar entrar na água. É considerado impuro.

Como já conheci os Templos da Tailândia posso comparar e dizer que estes espaços que conheci durante este roteiro de 10 dias em Bali são bastante menores. Ostentam menos riqueza e mais simplicidade. Mas sempre apelam ao respeito pelas características culturais e religiosas. Este é o pormenor que mais me fascina na Ásia, sabem? O respeito ao que é divino e puro conforme as suas crenças. Quer acreditemos ou não, respeitamos. Isso é ser multicultural. Isso é ser viajante. Por outras palavras, isso é que é adorar conhecer o mundo.

Uluwatu e Praia de Padand Padang

Saídos da zona mais cultural e interior, vá, fomos fazer a ronda às praias de Bali. Como devem imaginar, aqui a menina do mar estava em pulgas para esta parte. O tempo não estava extremamente quente e as nuvens visitaram-nos alguns dias, coisa que não aceitei muito bem. O meu roteiro de 10 dias em Bali era perfeito para mim. E este é o mal de ter um plano feito. Quando alguma coisa foge ao estipulado ficamos meio perdidos sem saber como agir. (Olhem só eu a aprender coisas importantes!) Aconselho a terem margem para imprevistos.

Antes de ir, segui no youtube o canal “Bali life brazil” de duas brasileiras a viver em Bali. Eu estava doida com aquilo. Apaixonei-me pelo estilo de vida surfista. Há em mim uma qualquer obsessão pela vida de surfista, admito. Nunca experimentei. Nem em Bali. Mas mantenho uma adoração inexplicável por quem leva a vida a apanhar ondas.

» Padang Padang

A praia de Padang Padang é muito pequena e rodeada de rochas. Para lá chegar é preciso passar numa espécie de gruta escura com escadas. Gostei imenso de lá estar. Senti-me muito bem. Para perceberem é a praia do filme “Comer, orar e amar” da Julia Roberts. Fica numa pequena vila onde se vive de forma incrivelmente descontraída de prancha pendurada de lado na mota. Quis muito incluir esta praia no roteiro de 10 dias em Bali e creio que foi a praia que mais gostei.

» Uluwatu

Uluwatu é também zona de surfistas. Tem que se descer uma grande escadaria para lá chegar e pode nem haver areal e ser apenas mar. No dia que descemos estava assim e o mar super agitado. É aqui que fica um dos melhores bares da zona.

» Single Finn

O Single Finn é uma estrutura de madeira enorme. Tem zona de bar e restaurante e depois ainda uma piscina (marquem mesa porque está sempre cheio, mas vale mesmo a pena!). É comum haver música nos finais de tarde. É aqui que se vê o melhor pôr do sol no mar. Foi uma experiência realmente única poder ter presenciado isto. Era exatamente este sentimento que eu pretendia trazer desta viagem.

Os melhores lugares estão sempre ocupados, são estes de frente para o mar. O pôr do sol é uma coisa do outro mundo. Tem também uma piscina enorme com vista praia, mas as cadeiras são pagas à parte.

Para comer nesta zona recomendo o “Nau” onde se comem incríveis Tapiocas, açaí batidos. Não achem estranho. É um restaurante brasileiro. E pode até não parecer mas faz todo o sentido este tipo de comidas na vibe de Bali. Ah, mas querem saber o que se come de típico, não é? Calma, eu já lá chego. Este roteiro de 10 dias em Bali também fala de comida.

Nusa Penida

É uma ilha e por isso precisamos fazer uma viagem de barco que foi marcada pela net ainda antes de irmos. Vão-nos buscar ao hotel e quando chegamos a temos um guia com um jipe à nossa espera. A visita à ilha começa a partir desse momento.

Nusa Penida é uma zona ainda muito crua e virgem em termos de vegetação. Ainda está muito natural e pouco mexida pelo homem o que se torna muito atrativo. Neste momento, já se começaram a aperceber do potencial da ilha e começam a ver-se hotéis e templos a ser construídos para tornar a ilha rentável. Por um lado é uma pena porque vai-se perder a parte natural, mas por outro lado deve ser um descanso estar longe de toda a gente.

Aviso-vos que se anda muito de carro e por caminhos de terra batida. Na altura pareceu-nos bem incluir esta ilha no nosso roteiro de 10 dias em Bali, no entanto, hoje não o faria. Não é que não tenha gostado, gostei e não me arrependi, mas acho que devo avisar que é um dia muito cansativo e que inclui muita viagem de carro e barco.

Esta vista é o cartão de visita da ilha. Toda a gente fica cá em cima a admirar. Também é possível ir lá a baixo. Há uma escadaria grande e muita gente vai. São cerca de 40 minutos a descer e não nos pareceu proveitoso gastar tempo do dia para descer e voltar a subir.
Um templo a ser construído.

Seminyak

Se Padang Padang é a zona livre de preocupações, Seminyak é zona chique. Ou seja é um lugar com uma dinâmica diferente. Ficámos no Hotel Ibis Styles e era óptimo, recomendo imenso. Aqui todos os spots são uma alegria para as influencers desta vida. Comida boa em sitios bonitos e arranjados, feitos de propósito para a fotografia nas redes sociais.

»Kynd Comunity

O Kynd Comunity é um desses locais, onde vi uma rapariga a tirar fotos como se estivesse numa sessão (em pé, sentada, de frente, de lado, etc). Ela fez tudo menos comer!

Isto é o estilo de Seminyak. O café Kynd Community representa na perfeição e fica numa das ruas principais.

»Potato Head

O Potato Head é o bar chique da zona. Nunca tinha visto nada assim. Tem acesso pela praia e tem piscina. Mas é muito mais do que um bar lounge. É uma experiência (além de ter os melhores cocktails). Foi mais um pôr do sol a que assisti e que tão cedo não me vou esquecer, certamente.

»Praia de Seminyak

Há praias que são sagradas, sabiam disto? Eu não, até vir um polícia dizer-me que não podia apanhar sol ali deitada. Levantei-me e apanhei sol de pé! Aqui a praia é enorme. A areia preta é que tira logo muito encanto à coisa. Mas não deixem de ir porque apesar de tudo acho que faz parte.

As praias de Bali não são paradisíacas nem de águas quentes (pelo menos eu não senti, mas para mim pouco importa porque eu mergulho se for gelada na mesma.) São praias bem mais selvagens, naturais, pedrinhas que magoam, algumas rochas e esta com areia preta até. Acho importante dizer isto para clarificar as coisas. Se querem praias com água cristalina vão ao Caribe. Se preferem as bonitas de postal vão à Tailândia. Se querem natureza e energia positiva vão à Indonésia.

»La Plancha

Toda esta zona de praia é corrida a bares com puffs coloridos. Fomos sentar-nos no La Plancha que recomendo imenso para um final de tarde descontraído. Aqui senti muito o impacto do que é Bali. É descontração. É boa energia. É viver muito o momento. É aproveitar, celebrar e sorrir muito e agradecer. É isto que eles fazem . É isto que qualquer viajante devia aprender com eles e fazer nas suas viagens e depois trazer para as suas vidas. Eu não gosto de repetir locais porque há muito mundo par ver. Mas garanto aqui que repetiria as boas vibrações, a leveza e a liberdade que Bali me deu, já já.

Nusa Dua

O roteiro de 10 dias em Bali termina na ilha de Nusa Dua. E que forma de ouro de terminar. Nusa Dua é uma zona de resorts, sem muita coisa para ver, porém importante para mim para descansar. Depois de andar de um lado para o outro nos dias anteriores pareceu-nos muito bem terminar aqui. Ficámos três dias no Inaya Putri Bali a aproveitar praia e piscina.

Eu diria que é uma zona mais chique. Mais cara talvez. E mais sossegada. É o local escolhido para casamentos, por exemplo, porque há menos gente e é discreto. Sobretudo, não há grande turismo aqui. Talvez vocês prefiram ir aproveitar para conhecer as Gili, por exemplo, que eu não fui. É legitimo. São escolhas. Nusa Dua foi então, para mim, o meu paraíso de Bali,

Resumo e considerações finais

Em conclusão, vou fazer aqui um pequeno apanhado de tudo o que disse. Vou falar principalmente de praias, estilo de vida, segurança e comida. Afinal, já falei tanto que vale a pena sintetizar.

»Praias

Bali não tem as praias mais paradisíacas nem águas quentes. As praias têm pedras. São mais selvagens e mais recomendadas para a prática do surf. Mas atenção, apesar disso elas são bonitas. Eu adorei.

» Estilo de vida

O que é bom em Bali não é tanto o que se vê é o que se sente. BONITO, ISTO! Eu ficaria lá a viver uns quatro ou cinco meses para sentir aquilo tudo e não faria isso na Tailândia por comparação, por exemplo. A vibe. Eu não me quero repetir mas a vibe de Bali é impagável. As pessoas são incríveis, também. Sempre simpáticas, sorridentes e prestáveis acima de tudo.

» Comida

A comida é óptima e muito saudável. Em qualquer sítio a comida é boa. Os pratos típicos são o Gado Gado, o Nasigoren (arroz) e o Niegoren (noodles) que vos mostro de seguida.

»Segurança

A nível da segurança estive sempre super segura. As pessoas são muito simpáticas, de sorriso no rosto e tentam sempre ver-nos felizes.

Fica muita coisa para visitar após um roteiro de 10 dias em Bali. Não é um país que se conheça só numa visita. Eu não sou de repetir destinos, mas estou cada vez mais encantada com a Ásia e voltaria à Indonésia já hoje. Por mim não tinha nem saído de lá sequer.

Uf, finalmente terminei este post

Este post foi um desafio. Ficou gigante e demorou semanas. Espero que tenham gostado deste meu roteiro de 10 dias em Bali. É desta forma meio descontraída que gosto de relatar as minhas viagens e ir dando umas dicas aqui e ali. Gosto de mencionar um restaurante ou outro, um hotel, umas comidas, mas não gosto de dar um itinerário completo sobretudo porque acho que cada um deve fazer ao seu jeito. Se precisarem de alguma ajuda ou dica mais específica, já sabem que é só perguntar, com toda a certeza irei responder.