gerir expectativas

Sabem qual é a importância de gerir expectativas? É garantir que não nos desiludimos e que conseguimos formular as opiniões pela nossa própria cabeça.

Criamos expectativas em relação a tudo. A pessoas, a momentos, a comida, a livros, a filmes, a viagens. Esperamos sempre que seja o melhor. Porque temos esperança. Eu, como faço muitos planos, tenho muito medo da desilução, porque se o plano me falha, a coisa não corre como idealizei e isso é o cabo dos trabalhos.

Se faço uma viagem para as caraíbas a expectativa é que esteja bom tempo. Se vou perder duas horas a ver um filme a expectativa é que seja bom. Se vou começar um emprego novo a expectativa é que corra bem. É importante aprender a gerir expectativas para não nos deixarmos chegar ao estado da desilusão. Porque a culpa não é de mais ninguém se não nossa mesmo. Uma cidade não é mais feia porque tu a imaginaste bonita. Um livro não é menos perfeito porque tu imaginaste a história à tua maneira.

Aqui deixo algumas situações que já me aconteceram por não ter sabido gerir bem as minhas expectativas.

Gerir expectativas com comida

A comida é um caso muito interessante para gerir expectativas. Quantas vezes meti na cabeça que não gostava de um alimento sem antes o provar. Pelo aspecto faço toda a uma avaliação na minha cabeça. Durante muitos anos quis provar macarrons. Achei que por ser fracês era chique, logo bom. Quando provei acabei por não achar nada de especial. Prefiro mesmo um simples suspiro.

Já a minha expectativa quanto à comida de rua na Tailândia era que seria terrível. Não queria provar. Até que percebi que estava a perder metade da experiência. E não é que até era boa?! (Atenção estou a falar de coisas minimamente normais ou que pelo menos tivessem aparência normal, não me refiro a qualquer espécie de bicheza, que como devem calcular, uma esquisita como eu, nunca provaria)

Gerir expectivas quanto a livros

Um dos grandes problemas dos livros é o hype. Quando vejo toda a gente a dizer que um livro é bom e que é imperdível, fico com medo. Mas quero muito ler. Logo, à partida tenho receio de não gostar e ir contra a corrente. O que djá aconteceu inúmeras vezes. Já fiz até uma lista de livros que não gostei tanto quanto as outras pessoas. O famos “Orgulho e Preconceito” é um deles. E isto pode parecer uma “afronta”, mas não há mal nenhum em não gostar do que os outros gostam.

No caso dos livros a maioria das vezes que um livro não me toca é precisamente pela expectativa que criei à volta dele e não tanto quanto à história em si. Um exemplo disso é “A cidade das mulheres”. Gostei tanto dos outros livros da Elizabeth Gilbert que meti na cabeça que este ia ser como os outros.

Gerir expectativas em viagem

Sabiam que eu achava que Berlim era uma cidade escura e antipática? Quando lá passei no interrail ia sem qualquer ideia de gostar. Mas dessta vez, geri tanto a expectativa para estar preparada para não gostar que acabei por ter uma surpesa muito agradável. Adorei Berlim. Tem uma imponência diferente de qualquer outra cidade e é bem moderna sem esquecer a história trágica que tem.

Aconteceu-me exactamente o contrário em Florença. Tanto ouvi as pessoas a falar bem (diziam até que era a cidade mais bonita de Itália) que quando lá cheguei ia com a expectativa nos píncaros. Ora, desiludi-me. Ora bem, a cidade é maravilhosa, tem uma luz super característica e é bem diferente do resto, não duvidem, mas não foi tudo aquilo que eu desenhei na minha imaginação. e de longe preferi Roma e Veneza. Obviamente que isto é um problema que é meu e não da cidade, entendem?

E a vocês já vos aconteceu alguma coisa deste género?