Viagem Nova Iorque

Para uma viagem a Nova Iorque é preciso dinheiro, tempo e gerir expetativas. Para muitos é a cidade preferida do Mundo. E não há como contornar o facto de ser das cidades que mais vemos na televisão em filmes e séries. É difícil não sentir curiosidade. Para mim foi uma surpresa. Muito diferente da minha imaginação. Achei sempre que seria mais chique e glamoroso, sabem? Não é. Mas, por outro lado, é um sítio muito livre e diverso.

Às vezes as coisas não são o que esperávamos que fossem e não é por isso que são más. Nova Iorque não foi ao encontro das minhas expectativas mas foi muito bom. Aliás, julgo que com a distância a que escrevo este texto ainda gosto mais da cidade. Não sendo o meu sítio preferido no mundo, sinto saudades de lá estar. Apesar de não ter o brilho que eu achava que ia ter e haver mais lixo que luxo, e mais gente estranha junta do que em qualquer outro lugar que eu já tenha visto na minha vida, eu gostei muito dos dias que lá vivi.

Senti que podia andar nua no meio da rua que ninguém ia sequer notar. Do mais excêntrico à pessoa sem abrigo, é tanta gente em cada esquina, que ninguém liga a ninguém. Ou seja, podes realmente fazer e ser o que quiseres. Ah, já me esquecia. Aquilo da cidade não dormir NÃO é mito. Vi um centro de lavagem de carros a trabalhar 24h. E tinha gente de madrugada, sim.

Viagem Nova Iorque: roteiro 6 dias

A nossa viagem só para ver Nova Iorque like a turistas foi de 6 dias. Se forem pessoas que gostam de fazer tudo o que há para fazer sem tempos mortos, andar muito e dormir pouco. aconselho no mínimo 5 dias. E juro que serão bem preenchidos. Se, por outro lado, não tiverem muito tempo ou não quiserem entrar em tudo, e apenas ver alguns pontos principais, há um guia mais pequeno para vocês no final do post, scroll down!

Nova Iorque tem uma coisa que eu acho que mais nenhuma cidade tem. Coisas para fazer a todas as horas do dia. E sempre diferentes em qualquer época do ano. Podemos ir passear, ver museus, assistir a espetáculos, ver concertos, conhecer restaurantes e nunca vai ser igual. Inclusivamente é uma cidade que muda de acordo com o tempo. Se no Verão o Central Park se enche de pessoas para apanhar sol, jogar basebol ou andar de skate, imagino que no Inverno se vista de neve e seja divertido andar pela cidade bebendo um bom starbucks quente enquanto se ajeita o cachecol. Isto para dizer o quê? É uma viagem que facilmente se repete com experiências completamente diferentes.

Dia 1: Estação Central, Bryant Park, Moma, Times Square, Broadway, Central Park e Rock Feller

Começámos a nossa excursão particular na zona de Manhattan de olhos arregalados para o Helmsley Building, o Met Life e o Chrysler. Nova Iorque começa-nos a absorver a mente desde cedo com os seus longos edifícios que se perdem nas nuvens. O Grand Terminal Station pode até nem vos dizer grande coisa mas é a maior estação de comboios do mundo.

Depois de darmos uma olhada à biblioteca pública (que é grátis) fomos até Bryant Park, uma área verde com esplanadas, bem agradável, e onde no verão costuma haver sunset parties.

A zona de Times Square é aquela que mais surpreende por várias razões (de realçar que fomos lá logo na noite que chegamos e é uma experiência brutal porque com tanto reclame luminoso parece de dia). Há aqui um aglomerado de gente a qualquer hora do dia e altura do ano. A mítica rua é mais pequena do que parece mas tem muitas lojas, bancas de rua, anúncios, pessoas mascaradas para tirar fotos com os turistas, pessoas a gritar (estou a falar a sério!) e outras a falar sozinhas, droga à venda, muita polícia… É a loucura! Segurem-se!

Passamos pela zona da Broadway e percebi que cada espetáculo tem a sua própria sala, ou melhor dizendo o seu próprio edifício. E há imensa coisa para ver (vejam nas dicas abaixo a melhor forma de fazer para assistir) fiquei fascinada com a oferta e acho mesmo uma experiência que os amantes de arte deviam ter!

Fomos até ao Madame Tussauds que não estava nos nossos planos, mas fazia parte do passe de entradas em atrações (ver info em baixo!) Não é impressionante, passam bem sem isto.

Passámos pelo mítico Radio City, pelo Rockefell Center (onde costuma estar a árvore de natal) pela Catedral de São Patrício e fomos até ao consagrado MoMA. Ver arte parada não é muito bem a nossa “cena” mas confesso que
há imensos quadros que gosto de ver ao vivo. “A persistência da memória” de Salvador Dalí é um dos meus quadros preferidos. E fiquei desiludida ao perceber que é do tamanho de uma folha A4. No MoMA vão encontrar também o belo “Noite estrelada” de Van Gogh e muitas obras de Picasso também. Acabei por adorar. Repetiria.

Vimos ao longe a Trump Tower e fomos armar-nos em ricos para a 5th Avenue onde entramos na Apple Store (só para carregar o telemóvel – mas de notar que a loja é praticamente um ponto turístico porque é lindíssima). Mesmo lá em frente fica o Plaza Hotel, onde foi gravado o Sozinho em Casa (e Nova Iorque é muito isto – ver à tua frente os sítios que viste a vida toda em filmes).

No final do dia demos uma volta no Central Park (tem de se ver aos bocados porque, gente, é enorme, falarei dele em detalhe mais à frente, porque merece) fomos até à Columbos Circle e voltamos para o Rockefell para ir ao Top of the rock. Seria esta a nossa primeira subida a um edifício emblemático e escolhemos este para ver o por do sol. Garanto-vos que a vista de Nova Iorque do cimo de qualquer edifício é imperdível.

Dia 2: Estátua da Liberdade, Memorial 11/9, One world Observatory, Wall Street

Logo de manhã, de metro, dirigimo-nos para o Battery Park de onde partem os barcos para a Liberty Island. Existem várias opções: fazer a viagem de barco à volta da ilha ou parar e visitar a famosa estátua. Podem ou não subir, dependendo daquilo que comprarem. Nós optamos por visitar a ilha, que tem uma vista soberba sobre Manhattan, mas não subir à estátua. T

Um facto curioso é que eu achei que a estátua era para aí do tamanho da Torre Eiffel. Para me baixar as expectativas, o Bruno foi referindo que ela era mais pequena do que eu imaginava. Vai daí comecei a idealizá-la do tamanho do Gil da EXPO. E assim surpreendi-me. Bom, nem tanto ao mar nem tanto à terra. Acabei por adorar esta manhã.

Este dia foi bem cheio porque a seguir a um almoço do 7/eleven (uma loja de conveniência com comida maravilhosa que conheci na Ásia) fomos para a zona das antigas torres gémeas (toda a gente se lembra o que estava a fazer no mítico dia 11 de Setembro, right?).

Visitamos o Museu memorial e é aterrador. Nem fotos me apetecia tirar. Subimos depois ao One World Observatory e se só puderem subir a um edifício escolham este. A vista 360 é magnífica. Deixo-vos a fotografia que tirei lá em cima.

Queiram ver ainda o Oculus, Transportation Hub, uma estação ferroviária que mais parece uma obra de arte e arquitetura construída no distrito financeiro de Manhattan mesmo na zona do World Trade Center.

Ainda deu tempo de visitar a famosa Wall Street, ver a Bolsa de Valores e o touro dourado. Conta a história que tocar nos seus testículos e nariz dá sorte. Havia uma fila de gente que confia claramente no poder das lendas. Eu decidi deixar a minha sorte à minha responsabilidade e não toquei em nada.

No final da tarde fomos até à zona de Little Italy, um espaço da moda recheado de restaurantes italianos onde acabamos por jantar. Não recomendo. Nos EUA temos que deixar gratificação e gorjeta para além dos preços já caríssimos dos pratos. Foi aqui que descobrimos que íamos conseguir aguentar fast food mais uns dias.

Dia 3: Met, Museu Guggenheim, Museu de história natural, Central Park, The Edge

O terceiro dia começou no Upper East Side. E dizer isto faz-me logo lembrar Gossip Girl. Fomos até ao Guggenheim. (Sinto que visitar este tipo de museus de arte é muito útil para ganhar queijinhos no Trivial Pursuit.) Não teríamos ido se não fizesse parte do nosso magnífico passe, mas fiquei bastante impressionada e se fosse hoje ia outra vez. É muito bonito.

A seguir fomos ao MET mas ficamos só pela escadaria onde a Blair Waldorf dava ordens às suas escravas. Esta zona é muito agradável. Sou fã de espaços exteriores com mesas para que as pessoas desfrutem de dias bons e façam até as suas refeições sem vergonha! Gosto desta liberdade em Nova Iorque.

Partimos rumo ao Museu de História Natural onde foi gravado o filme “À noite no Museu”. É caro, mas praticamente obrigatório, eu diria. E além disso quase podem passar um dia inteiro lá dentro sem ver tudo de tão grande que é. Vai desde a história dos povos do mundo à vida animal e ao espaço.

A tarde foi toda dedicada ao Central Park. Onde mais uma vez podem passar um dia inteiro sem ver tudo. Aconselho vivamente que façam um passeio de bicicleta. E depois vejam um pouco a pé. Há espaços verdes onde as pessoas estendem as toalhas. Sítio para basebol, volei, patinagem. Música ao vivo. Barquinhos. Há tudo! No final do nosso passeio ainda vimos o edifício do filme Caça Fantasmas!

Seguimos para a zona do rio Hudson já com a luz do sol a escassear. E aproveitamos para ver a nova zona nova do Hudsan Yards e subir ao The Edge. A entrada é feita por um luxuoso centro comercial. Todos os edifícios tem elevadores super rápidos e uma pequena apresentação ou exposição. Aqui ficamos a saber mais sobre a construção recente desta zona completamente baseada em ideias sustentáveis para o futuro como o escoamento do lixo e o aproveitamento das águas da chuva. Gostei muito, muito. Depois disto chegar lá acima e ver Nova Iorque de noite foi espetacular. Que excelente ideia tivemos de ver este edifício de noite. Aconselho vivamente! #vaoaoedgeanoite

Dia 4: Empire State Building, Summit, Hudson yards, Chelsea, Flatiron

Começámos o dia no Empire State Building. Incrível como um edifício construído na década de 30 demorou cerca de 18 meses a ficar pronto sendo que na altura era o maior do mundo. Foi depois destronado pelo World Trade Center. E agora está muito abaixo na lista mundial (o maior é o Burj Kalifa, no Dubai) e mesmo dos edifícios de Manhattan e é por isso que sendo o mais icónico não foi o que gostei mais de subir. Notem que enquanto em muitos dos outros subimos até ao 100 andar, aqui não passamos do 80.

Seguimos para o novo Summit One Vandelbilt. Abriu em 2021 e é uma novidade na cidade que promete uma experiência sensorial. O que é que acontece aqui? À medida que subimos em elevadores totalmente panorâmicos vamos passando por salas espelhadas ou com bolas voadoras para dar a ideia de dimensão. É bastante diferente dos outros edifícios mas pela publicidade esperava algo ainda mais empolgante. Para além disso é bastante caro e não faz parte do passe SightSeeing. A vista é que é incrível. Daqui vemos o Empire State Building mais de perto do que em qualquer um dos outros. Esta é a parte gira de subir a todos os edifícios. A vista acaba por nunca ser a mesma.

Passamos pelo Madison Square Garden, a conhecida sala de concertos e de jogos da NBA e pelo Carlos Bakery, famoso pelo programa do TLC (que eu nunca nem vi).

Fomos novamente para a zona de Hudson Yards (uma das minhas preferidas) para ver o Vessel e depois caminhar pela High Line (uma antiga linha ferroviária transformada num passeio de cerca de 2km). Acabamos no Little Island um jardim fantástico com vista para New Jersey. Recomendo muito este passeio e esta zona renovada.

Daqui partimos para a zona de Chelsea e fomos ao mercado (não achei nada demais). Esta parte da cidade é bem diferente da zona de Times Square. Muito menos confusão e prédios mais pequenos e acolhedores. Era aqui que morava a Carry do Sexo e a Cidade e é onde fica o edifício que vemos em Friends (embora seja mentira e a série não fosse gravada aqui.)

Passamos pelo Washington Square Park a caminho da Harry Potter Store e mais tarde fomos ver o Flatiron Building que estava em obras. Para jantar escolhemos ir ao Katz. Um famoso restaurante que serve sandes pastrami enormes que eu nem sabia como comer. Estava meio reticente mas devo dizer que amei. É muito boa.

Dia 5: Brooklyn, Chinatown, Little Italy e Soho

Já tínhamos tido dias tão preenchidos mas ainda faltava uma das coisas que mais queria fazer. Ir a Brooklyn. (Este lado da cidade sempre foi mais ou menos visto como filho bastardo, não foi!?) Mas hoje em dia esta noção já vai mudando. Fomos de metro. E passeamos a manhã inteira pela zona de Dumbo e Williamsburg. É uma área mais ao estilo industrial, uma zona mais de bairro com muito menos prédios altos, mas ainda assim merece a visita. Vão até ao Main Street Park ver as vistas. Aqui ficam bem no meio das duas pontes que separam Brooklyn de Manhattan.

Almoçamos uma pizza excelente no Julianas.Para restaurante até foi bastante em conta.

Depois passamos a ponte a pé em direção a Manhattan. Foi muito giro. É aliás um must do. O ambiente é muito agradável. (Há quem opte por fazer ao contrário, mas assim perde a vista mais incrível de sempre.) Faz-se super bem não tem mais do que 2km. Em todo o caso é um excelente passeio e se for ao por do sol é cartão postal.

Já do lado de Manhattan vimos o City Hall e o Supreme Court. Daqui partimos para China Town, Little Italy e Soho para finalizar o dia.

Como tínhamos o Hop On Hop Off inserido no nosso maravilhoso passe e este era o último dia para o usar decidimos fazer a viagem no autocarro turístico. É muito aconselhável para quem vai passar pouco tempo na cidade. Passa nos principais pontos, conta a história dos locais e podem sair e voltar a apanhar outro. Estavam tão bem a descansar as pernas no autocarro mas…começou a chover. Tinha passado um calor infernal horas antes. Nova Iorque também é um bocado viver as estações do ano num só dia!

Depois de usarmos aquelas capas transparentes ridículas, optámos por entrar num comedy club que também é muito típico por lá e giro para quem gosta de stand up.

Dia 6: Coney Island

Dia reservado para conhecer Coney Island. De Queens (onde estávamos alojados) até lá foi uma hora e meia de metro direto. É uma pequena ilha de verão. Mesmo pitoresca. E o ponto central é a feira popular cheia de divertimentos mesmo em frente à praia. Parece que entramos num filme de adolescentes quando vemos este cenário. É de sorrir o tempo inteiro.

Ao fim do dia fomos à Broadway, agora sim com o intuito de ver um espetáculo. Já tínhamos comprado com antecedência e foi caríssimo. Mas eu queria muito ver “Cursed Child” e era o dia do meu aniversário. Valeu cada cêntimo. Ou dólar. É um espetáculo de teatro, mas também de magia que dura 3 horas. As coisas acontecem debaixo do nosso nariz sem percebermos como. Feitiços e mudanças de cenários. Sensações holográficas, efeitos especiais. É tudo muito bom. Melhor do que eu posso descrever.

Mas…vocês ainda aqui estão? Chegaram até aqui? Confessem, leram isto na diagonal. Eu faria o mesmo!

Dicas que te vão ajudar em Nova Iorque:

  • Comer: Ess a Bagel (não se amedrontem pela fila grande, este bagel é maravilhoso) Katz (a famosa sandes pastrami) Shake Shark (uma cadeia de hamburgueres que gostava que houvesse cá), Five Guys (outra hamburgueria famosa) Joes (pizzaria que aparece no Spider Man. Servem à fatia e é muito boa e barata). Procurem os food courts para comida de prato mais em conta.
  • Pass sightseeing: Com este pass podem entrar na maioria das atrações por um preço mais económico. Eu fiz as contas. Apenas têm escolher o número correspondente de dias (seguidos) em que vão entrar e depois fazer tudo o que o pass dá acesso nesse espaço de tempo. Com este bilhete entrei em todos os edifícios com observatório (exceto no Summit), todos os museus de arte, aluguei as bicicletas e andei de barco. E deu ainda para coisas que nem tinha planeado fazer (como o passeio de hop on hop off, um show de comédia e o Madame Tussauds)
  • Se forem subir a mais do que um arranha céus escolham fazê-lo em diferentes alturas do dia. Pelo menos um ao pôr do sol e outro à noite é obrigatório. Não se vão arrepender.
  • Revolut: este é o cartão multibanco com que devem pagar tudo para não sofrerem taxas (se ainda não tiverem e quiserem adquirir ajudando-nos – ganhamos por cada amigo – podem fazê-lo neste link)
  • Como ter internet na rua sem gastar um rim? Comprar um esim Nós compramos o da Holafly e foi fácil de configurar, é nos enviado um QRCODE. Nem sequer é preciso tirar cartão físico. Mas atenção, antes de comprarem, confirmem que o vosso telemóvel suporta esta tecnologia.
  • Nunca jamais em tempo algum ativem o roaming!
  • Metro: O metro vai absolutamente para todo o lado. Podem fazer viagens de duas horas. Apenas têm que ter cuidado, porque a entrada de um lado da estrada não vos leva ao mesmo metro que a entrada do outro lado. A rede é grande e as linhas são muitas. Verifiquem sempre se estão no sítio certo. Não se assustem também com a aparência. O metro não é bonito e em algumas estações pode até parecer um filme de Ghostbusters. O preço do bilhete ronda os 2 euros por viagem. Mas ao final de 12 viagens elas passam a ser gratuitas. Todas as semanas dá a volta. E podem passar o revolut diretamente nos pórticos, excepto para o aeroporto.
  • Bicicleta: Aluguem uma bicicleta e passeiem no Central Park, é muito giro!
  • Broadway: Não saiam de Nova Iorque sem ver um espetáculo plamordedeus! Eu vi Harry Potter and the Cursed Child e é um verdadeiro show de magia. Sim, é caro. Mas se comprarem no próprio dia podem encontrar descontos até 50% neste site.
  • Times Square: Vejam de noite!

O meu top 5 da melhor vista da cidade: a que arranha céus tens mesmo de subir!

Toda a vista vai ser fascinante. O que difere é o local da cidade onde estão e a história no interior dos edifícios. De certeza que vão ficar de olhos arregalados em qualquer um destes locais quando subirem os elevadores e chegarem lá acima. Mas deixo-vos o meus preferidos por ordem:

  1. One World Observatory (é uma experiência surpreendente e depois a vista é 360 graus)
  2. The Edge (fui lá a cima de noite. Uma experiência luxuosa sem igual)
  3. Summit (tem a experiência mais diferente de todos os outros no interior e um elevador transparente no chão. É onde se vê o Empire State Building mais de perto, É o mais caro de todos)
  4. Top of the Rock (foi o primeiro a que subi e foi ao pôr sol – a esta hora fica mais caro)
  5. Empire State Building (a piada é vê-lo a ele, a partir dos outros)

Afinal quanto custa uma viagem a Nova Iorque?

Uma das perguntas que mais me fizeram foi sobre os custos da viagem. É altamente difícil falar em caro e barato porque todos temos níveis de vida diferentes e fazemos escolhas distintas na forma de viajar. Posso dizer que para mim foi caro. E conto-vos as minhas escolhas:

  • Escolhemos apanhar o avião de Madrid e esta é a melhor dica que vos posso dar. O voo de Lisboa era cerca de 700 euros e de Madrid foram 350 por pessoa.
  • Não se esqueçam do visto. 21 euros por pessoa.
  • Nesta altura ainda é preciso as 3 vacinas Covid.
  • O hotel foi propositadamente escolhido em Queens, a prima pobre da cidade, por causa do preço. E mesmo assim 9 noites sem pequeno almoço foram 1200 euros. Ficava afastado centro mas em 10 minutos de metro estávamos lá.
  • Fomos para Washington de avião e para Philadelphia de autocarro – Escolham o Flixbus que é barato e confortável.
  • Quanto às entradas em tudo quanto é sitio foi escolha nossa fazê-lo. Não precisam entrar em tudo. Podem selecionar e poupar. O passe Sightseeing (já vos deixei link em cima nas dicas) para as atrações custou 500 euros para os dois e o Summit, o único que não fazia parte, foram mais 120 euros para os dois.
  • As refeições foram maioritariamente fast food. E ainda assim gasta-se bastante. 25 euros no mínimo por refeição. Em comida, transportes e compras foram 1500 euros aproximadamente.
  • O espetáculo do Harry Potter custou 35o euros para dois bilhetes (quase na última fila – mas também já vos deixar uma dica para isto!).
  • O cartão de internet custou 40 euros.

Nova Iorque para quem tem pouco tempo ou dinheiro:

É sempre possível adaptarem a viagem para o vosso estilo e preferências. Vou deixar uma lista com as melhores coisas na minha opinião.

  1. Visita à Estátua da Liberdade
  2. One World Observatory
  3. The Edge
  4. Museu de História Natural
  5. High Line (grátis)
  6. Central Park (grátis)
  7. Ponte de Brooklyn (grátis)
  8. Time Square e zona da Broadway (grátis)

Nesta viagem aproveitamos para passar um dia em Washington e outro em Philadelphia. São cidades altamente diferentes de Nova Iorque e entre si também. Cada uma delas à sua maneira merece visita, mas um dia para mim foi suficiente. Farei um post com o roteiro que fiz em cada uma delas em separado, até porque…já ninguém aguenta este texto!

Espero que tenham gostado e que este post vos possa ser útil para planear a vossa viagem, para vos inspirar a fazê-la, para vos entreter ou de qualquer outra forma. No Instagram têm tudo isto nos destaques, também. Se tiverem alguma dúvida, terei todo o gosto em ajuda na medida que souber.