Devia existir um grupo fechado para desabafar sobre tupperwares. Tipo alcoólicos anónimos: Olá eu sou a Andreia e não perco a tampa daquela caixa há uma semana.
O mar era tão fundo. Não acabava nunca mais. Era tão claro aqui ao pé dos meus pés. Transparente à minha frente. Limpo e incrível. Mais azul ali à frente. Quase impossível. A água não tem cor, não é azul. Muito menos é verde. Como parece. Eu vi. Tenho a certeza.
No início da minha vida nesta casa, tentei ter uma pequena horta caseira. Com um molhinho de salsa e outro de coentros. Depois gostava de meter aquelas placas em ardósia de tamanho mini com os nomes não porque fica giro, mas sim porque sem isso não ia saber distinguir uma coisa da
Férias em casa, sozinha, no Outono. Chato isto. Mantas, pantufas, chá e velas acesas. Chato, mesmo chato pah. Estas férias vou estar sozinha. São férias para mim. E isso inclui muitas ideias. Não é por estar de férias sozinha que não tenho ideias. Isso é que era bom. Eis os planos:
Começa tudo com um quadro pendurado por cima da cama. Uma pintura de Bosch. Três realidade: A primeira representa o jardim do Éden. A segunda mostra a humanidade a sucumbir aos pecados terrenos. E a terceira é o inferno. O dilúvio. A calamidade.
A lenda diz que Martinho partilhou as suas vestes num dia de frio ficando ele próprio desprotegido. E é nesse momento que o sol se mostra. E dá-lhe o calor necessário para prosseguir a sua viagem. São as coisas boas a acontecer a pessoas boas. E o bom tempo prolongou-por três dias.