o processo de procurar um novo trabalho

O processo de procurar um novo trabalho não é fácil. Claro que há áreas mais complicadas do que outras. E há pessoas com mais exigências do que outras. O estado de espírito, as expectativas, as motivações: Isso tudo tem implicações durante o tempo que procuramos um emprego novo.

A importância de ter presença no LinkedIn

Hoje em dia muitos dos contactos entre empregadores e futuros empregados faz-se através do LinkedIn. É uma rede de networking muito bem construída para cada área de negócio. Lá podemos ver ofertas de emprego, ler e publicar artigos sobre as nossas áreas de interesse, incrementando o nosso conhecimento.

Fazer um CV e carta de motivação

Há muita informação por esta internet fora de como devemos fazer um CV. Afinal, que tipo de CV devemos fazer? Deve ter só uma folha? Devo rir na fotografia? Devo seguir o modelo internacional ou ser criativo? O processo de procurar um trabalho começa exatamente no momento em que temos de escrever num papel aquilo que somos enquanto profissionais.

Não há uma regra. No fundo queremos todos o mesmo. Destacarmo-nos no meio de outras pessoas. Na minha opinião o CV deve ir ao encontro daquilo que nós somos e apresentar-se de acordo com a área à qual nos candidatamos. Por exemplo, se queremos trabalhar numa área criativa devemos fazer o nosso próprio CV. E mostrar que somos pró-activos desde o processo de candidatura. Não é benéfico para a nossa imagem inicial que o CV demostre pouca atenção e pouca dedicação da nossa parte.

(E atenção, durante o processo de procurar um novo trabalho é preciso mandar muitos. E é preciso saber que podemos não receber tantas respostas quantas gostaríamos! Stay strong. O teu emprego vai acontecer!)

O mesmo se aplica no caso de cartas de motivação. Muitas empresas pedem isto (mesmo que não peçam devemos escrever algo que chame a atenção no corpo do email). A forma como actuamos nesta carta de motivação ser demostrar quem somos. No meu caso, ao candidatar-me a uma área em que a principal função era escrever, era de esperar que a minha carta de motivação fosse cativante o suficiente para me chamarem para a entrevista.

Ir a entrevistas de emprego

Ir a entrevistas de emprego é o grande momento durante o processo de procurar um novo trabalho. Fui aprendendo ao longo das entrevistas a que fui que devemos mostrar confiança mas não deixar que ela passe por arrogância. E devemos também perceber que auto-promoção não é gabarolice. Devemos mostrar que estamos seguros do que dizemos com calma e a sorrir.

Devemos ter cuidado para não nos desvalorizarmos ao tentar ser humildes. Como sabem, eu mudei de área, portanto, tinha experiência de dez anos em jornalismo e nenhum em marketing. Ou seja, a minha tendência era dizer nas entrevistas que eu não sabia fazer determinada função. Achava eu que me estava a defender e a ser humilde e sincera. Mas, vejam bem, quanto isto era errado. Isso estava escrito no meu CV. Aquelas pessoas diante de mim sabiam isso, Chamaram-me porque valorizavam dez anos de trabalho para trás. (E eu estava a desvalorizar exatamente isso.)

No outro dia li um artigo da Maria Gonçalves que dizia que nós devemos também fazer algumas perguntas e saber coisas da empresa. Concordei, porque se estamos a mudar de trabalho, como era o meu caso, queremos ter condições melhores do que no trabalho anterior. E não se está aqui a falar só de ordenado. mas também de horários, condições, ambiente entre colegas e por aí a fora. Devemos procurar um trabalho que satisfaça as nossas necessidades e vontades!

O processo de procurar um trabalho é diferente de pessoa para pessoa e depende da fase da vida em que estamos.

Noto que existe uma grande diferença entre enviar CV’s quando acabamos de sair da universidade e quando enviamos já estando dentro do mercado de trabalho. O processo de procurar um trabalho muda radicalmente do primeiro emprego para os seguintes, Porque as nossas motivações são diferentes e o nosso conhecimento sobre aquilo que queremos, e principalmente sobre o que não queremos, é muito maior. Além disso, crescemos e os nossos interesses mudam.

Quando saímos da faculdade vibramos com tudo. Depois, passado alguns anos a trabalhar percebemos do que gostamos mesmo e que tipo de coisas não queremos mais. Eu percebi que precisava de um trabalho onde escrevesse mais. Que me obrigasse a ser criativa, a procurar soluções e a fazer coisas diferentes todos os dias. Que tivesse um horário fixo e que não incluísse fins de semana, Foi isso que procurei.

Tentei ajudar pessoas que estejam a passar pelo processo de procurar um novo trabalho. Espero ter conseguido. Se quiserem acrescentar dicas, ou contar a vossa história, estejam sempre à vontade.