domingo

Já vi muita gente a congeminar para perceber exatamente a partir de que horas começam a sofrência de domingo à noite por causa do complexo da segunda-feira. Algumas pessoas dizem que é a partir das 18h outras apontam mais lá para as 21h. Esta dor amarga de terminar o fim-de-semana chega a todos, em alguma parte do dia, quero acreditar. Porque naturalmente preferimos passear. Ou ir a uma festa com amigos. Ou estar com a família. Ou afundar um pouco mais o buraco que já existe no sofá. Preferimos tudo isto a ir trabalhar. É compreensível.

Lembram-se de há uns anos atrás existirem grupos no facebook para tudo e mais alguma coisa? Eram os grupos das pessoas que metem o leite antes dos cereais, o grupo das pessoas que bebe café sem açúcar, o grupo das pessoas que mete só um alarme e acorda logo, e por ai seguia. Se o facebook fosse hoje o que era ontem provavelmente haveria espaço para acolher o grupo de pessoas que sofrem ao domingo à noite e que odeiam segundas-feiras.

Dor de domingo à noite vs preguiça de segunda de manhã

O complexo de segunda feira atinge-nos a todos. Estou em crer. Porque temos que voltar à rotina de atender chamadas, enviar emails, ir a reuniões, escrever relatórios, visitar clientes entre outras coisas que os vossos trabalhos exijam e que vocês considerem odiosas, chatas ou simplesmente, dispensáveis. Mas a dor de domingo à noite é outra coisa. Uma coisa mais forte para quem efetivamente não gosta do seu trabalho. Para quem voltar a fazer aquelas funções seja mais que mau, altamente insuportável. Para quem regressar, todas as segundas feiras, custa não só pelo que tem que fazer, mas também por quem tem que ver ou pelo que sente.

Gostar do nosso trabalho, fazê-lo com vontade, apreciar o local onde trabalhamos, estar de bem com as pessoas que são nossas colegas e chefes e viver em harmonia com o ambiente à volta salva-nos do sentimento desanimador de domingo à noite.

Ou seja eu sou atingida pela preguiça de segunda-feira, que é uma coisa que considero normal. Recupero rápido, depois do primeiro café! Mas felizmente, já não sou atacada pela dor de domingo à noite. Se entendem esta diferença já passaram por um trabalho menos bom e encontraram-se naquele que realmente vos satisfaz.

Trabalhamos oito horas por dia, temos que estar satisfeitos a fazê-lo. Claro que, bom, bom era ser a burguesinha do Seu Jorge. Ir para o cabeleireiro e malhar o dia inteiro (quer dizer, eu cá passava esta parte!) Mas já que temos que trabalhar e temos… que nos deixe felizes ou pelo menos não nos aborreça quando ainda é domingo.

Conseguiram perceber a minha mensagem? Qual é a vossa opinião sobre isto?