Chapters & Scenes | Contos

Chapters & Scenes | Contos

Os contos são pequenas histórias tradicionais que nos contam quando somos crianças. O objectivo é dar-nos uma lição através de valores. É a chamada “moral da história” que nos mostra muitas vezes aquilo que devemos considerar como o bom e o mau ou o certo e o errado.

Quando soube que o Chapters and Scenes deste mês era sobre contos não tive dúvidas do livro que ia escolher. Este exercício de escolher livros ou filmes que se insiram numa temática tem-mefeito reler livros de que gostei muito. Foi o caso do livro “Mulherzinhas”com o tema Girl Bosses e do livro de banda desenhada “Mafalda”.

Neste caso específico, fez-me ler um livro novo, mas que já queria ler há muito tempo. Sabem aqueles livros que estão na vossa lista há que tempos mas nunca surge a oportunidade, porque vem sempre outro e se mete à frente? Foi o caso. Escolhi para este mês “Os contos de Beedle, o Bardo.”

Convenhamos, é natal altura de magia e o universo Harry Potter mexe ainda muito comigo, principalmente nesta altura. Além disso, os contos são contados habitualmente às crianças e por isso mais uma razão para que esta época seja propícia a lê-lo pela primeira vez. Serei uma eterna criança. Já o tinha comprado há uns dias e deixei-o em cima da mesa. Quando lhe peguei, para o ler, parece que, instantaneamente, ouvi na minha cabeça, os primeiros acordes da música emblemática dos filmes de Harry Potter. Aqueles primeiros toques suaves que quase tocam baixinho ao ouvido, ainda hoje me conseguem arrepiar.

“Os contos de Beedle, o Bardo” são mencionados no último livro da saga, “Harry Potter e os talismãs da morte”. Foi deixando, de herança, a Hermione, por Dumbledore. É um livro infantil, muito lido às crianças feiticeiras, tal como a Branca de Neve é contada aos muggles, por exemplo. A magia é mostrada neste livro, em forma de contos, de maneira a que as crianças aprendem como devem e, sobretudo, como não devem usá-la. Em tudo na vida devemos retirar lições. Tal como os muggles aprendem a não aceitar comida de estranhos quando a bruxa oferece a maçã envenenada, também os bruxos devem aprender a usar a magia com bons propósitos.

Vários contos

  •  “O Feiticeiro e o Caldeirão Saltitante” diz-nos que devemos ajudar o próximo. Em alguma hora poderemos ser nós a precisar de ajuda. Os problemas não acontecem só aos outros.
  • “A Fonte do Justo Merecimento” revela-se uma lição para quem acredita. Se acreditarmos muito numa coisa e de que somos capazes de a fazer, se formos resilientes,  acabamos por conseguir realizá-la. No fundo é o que eu digo, o que tem que ser tem muita força. Lembram-se quando o Ron acreditou que tomou a poção Félix Felicis e nesse dia teve a maior sorte do mundo? É mais ou menos isso, ele não tomou nada mas acreditou que sim, por isso o dia correu-lhe bem e foi capaz de fazer tudo aquilo a que se propôs.
  • “O Feiticeiro do Coração Medonho” fala do uso da magia negra e que como ela podia toldar o discernimento dos feiticeiros que se deixavam fascinar por ela.
  • ” A Coelha Babita e a Árvore Tagarela” fala-nos de aldrabões e de como as coisas más que fazemos acabam por se virar contra nós. Deve ser de contos como este que nasceu a expressão “vira-se o feitiço contra o feiticeiro”.

O conto dos três irmãos

O último conto deste livro já todos nós conhecemos. E por isso posso contá-lo. É o conto dos três irmãos que no seu caminho encontram um rio que os impede de passar para o outro lado. Como são feiticeiros rapidamente criam uma ponte e escapam à morte certa. A morte, irritada por ter sido trapaceada, surge aos três irmãos e finge oferecer-lhes o que eles quiserem. O irmão mais velho queria poder e por isso pediu a varinha mais poderosa do mundo. O segundo era arrogante e decidiu pedir o poder de ressuscitar mortos. Só o terceiro irmão era sensato e pediu apenas para sair dali sem que a morte o seguisse.

O primeiro irmão recebeu a varinha de sabugueiro e acabou por morrer com ela mais tarde. O segundo irmão recebeu a pedra da ressurreição e pôde ver a sua amada. Acabou por se matar para poder estar do outro lado junto dela. Apenas o terceiro irmão morreu de velhice. Recebeu um manto de invisibilidade e com ele conseguiu esconder-se da morte durante anos. Estes três objectos são os talismãs da morte que dão origem ao símbolo composto por um circulo, uma recta e um triângulo, que conhecemos no último livro. 

Este foi um pequeno regresso ao mundo de feitiçaria sem sequer precisar de passar pela plataforma nove e três quartos. Já tinha saudades. Soube-me mesmo bem.

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2 Comentários

  • As coisas dela
    7 Dezembro, 2017 12:53

    Por acaso não leio um livro de contos há imenso tempo e o Natal é a melhor altura para o fazer 🙂 Beijinhos*

  • Green
    7 Dezembro, 2017 13:22

    Adorei o post, é tão bom relembrarmos algumas dessas histórias 🙂

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