dividida

Estou constantemente (e cada vez mais) dividida entre fazer as coisas agora porque amanhã não se sabe e deixar para depois porque melhores dias virão.

Por um lado quero viver o momento avidamente sem perder oportunidades. Ir a todas. Correr atrás. Cansar-me. Quero ir a todos os lados, ler todos os livros, ter todas as experiências. Desespero-me porque acho que não vai dar tempo para cumprir todos os sonhos. Tenho que me despachar.

Por outro lado quero deixar para depois, ficar bem sossegada, porque hoje não me apetece e ainda temos tempo. Marcamos o jantar para a semana. Bebemos café noutro dia. Deixamos esse destino para as próximas férias. Já te ligo.

Será melhor acreditar, mesmo que de forma ingénua, que não precisamos de fazer tudo hoje, que podemos ir com calma?

Ou será melhor viver de forma mais acelerada, fazendo as coisas que nos preenchem, ainda que isso nos deixe extremamente cansados e provavelmente sem tempo e capacidade de aproveitar todas essas tantas coisas que fazemos?

Tentei colocar as duas coisas do modo mais bonito e do modo mais negro. Porque sei que ambas as formas de viver, tal como tudo, têm prós e contras.

Estou dividida

Estou dividida entre ser optimista irresponsável e pessimista paralisante. Às vezes preciso que me digam afinal qual é o lado mais correto. Onde é que é certo posicionar-me. Mas sei bem que essa resposta não existe e mesmo que existisse ninguém poderia decidir por mim. Confesso que às vezes me faz falta ter certezas, escolher um lado da barricada, para me sentir mais confortável. Do género, digam-me como devo pensar e pronto eu faço assim. É para pensar assim? É isso que vai salvar a nossa sanidade mental? Então está bem! Seria bem mais fácil ter um guia e segui-lo: agora é para ser optimista. Agora é para parar. Faço-me entender?

Mas acredito que não nos posicionamos em nenhum dos lados 100% das vezes. Ora balançamos para um lado, ora para o outro. E isso, neste caso, não é ser incoerente. Pelo contrário é fazer uso do tal equilíbrio de que tanto se fala e que nos permite continuar.

Não são raras as vezes que me coloco a mim própria estas questões que só me atormentam em vez de me ajudarem. Aqui vos deixo outras coisas com as quais me debato muitas vezes e que em certa medida vão dar ao mesmo assunto.