“Não leias este livro” | 4 motivos para o ler

“Não leias este livro” | 4 motivos para o ler

Não faças isso. Não mexas aí. Não vás por acolá. Não digas, não comas, não isto, não aquilo. É óbvio que vamos fazer, mexer, dizer, comer. É claro que vamos fazer tudo o que disserem para não fazermos. Já nascemos assim. Basta ver o comportamento das crianças. Mais do que “ser do contra” gostamos de desafios. Portanto, quando vemos um livro chamado “Não leias este livro” fazemos o quê?

A resposta é “lemos”, pois claro.

As coisas mais interessantes são aquelas que não podemos fazer, não é? Se ler este livro é parte de quebrar as regras, na vida, então nós queremos. Mas tudo se aguça ainda mais na nossa cabeça quando lemos, a cor de rosa, o sub-título:: “Ideias e planeamento para pessoas criativas”. Não restam dúvidas. Todos devemos ler este livro. Eu achei-o super fácil, acessível e rápido de ler. Além disso, tem ideias simples, interessantes e tão ao nosso alcance que parece mentira que nunca nos tenhamos lembrado disso.

Quantas vezes damos por nós com várias ideias a rodopiar dentro da nossa cabeça e sem tempo para concluir nenhuma delas? O tempo sempre a meter-se entre nós e a nossa criatividade. Mas e se ser criativo não for só ter ideias? Na verdade, ideias toda a gente tem, pô-las em prática é que é pior. O objectivo do “Não leias este livro”, de Donald Ross, é garantir que não se desperdiça tempo com questões menos importantes, para que nos possamos focar nas mais urgentes e essenciais. Mas como se trabalha o tempo? Vou dar-vos aqueles que achei serem os pontos fulcrais deste livro e as razões pelas quais devem ser do contra e lê.lo:

Lista de coisas-a-não-fazer

Toda a gente faz listas. Mas são normalmente listas de coisas que temos para fazer. Já alguém pensou em fazer uma lista de coisas que não vai fazer? Donald Ross pensou. E criou uma aplicação para que nós também possamos fazer. A ideia é fazer a lista que fazemos normalmente e depois ficar apenas com os três primeiros itens. Tudo o resto não vamos fazer. Conforme vamos concluindo as primeiras coisas, essas passam a constar na nossa zona de satisfação/realização e aí já podemos puxar uma das outras para cima ou criar novas. As coisas que forem ficando eternamente na lista-a-não-fazer, não eram realmente importantes (e só estaríamos a perder tempo com elas se as fizéssemos)

Ideia de produtividade, tempo e prioridade

Esta ideia está intimamente ligada com a da lista-a-não-fazer. Devemos canalizarmos o nosso tempo para as tarefas que definimos previamente como as mais urgentes. Porque somos totalmente mais produtivos quando estamos focados realmente numa coisa. Quando temos muitas ideias dispersamos e não concluímos nenhuma ou então concluímos mas acabam por ser coisas sem interesse. Somos produtivos quando somos eficientes o que é impossível quando acumulamos tarefas.

Definir objectivos

Em “Não leias este livro” deparamo-nos com uma ideia que consiste em escolher um rumo sabendo a direção que queremos tomar, mas mantendo a abertura necessária para conhecer coisas novas nesse caminho. Sou apologista de coisas novas, acho que são elas os nossos maiores motores. São as as coisas novas que nos motivam e nos fazem sentir capazes.

Se não for capaz de gostar de trabalhar em alguma coisa rapidamente cairá na rotina. E quando algo se torna uma rotina começa a gastar imensa energia e tempo. Certifique-se de que encontra sempre maneira de retirar prazer e satisfação do que está a fazer

Silêncio criativo vs Tempestade cerebral

Donald Ross diz que há uma ideia bastante romântica e boémia acerca do criativo. Porque muitas vezes pensamos nele como uma pessoa que não faz nada o dia todo, cuja única tarefa na vida é ter ideias. Como se fosse fácil. Às vezes o criativo também precisa de parar em vez de estar constantemente a disparar ideias.

“A mente de um criativo é uma fusão caótica de ideias e pensamentos. A única maneira de converter esse caos em trabalho é garantir que organizamos a nossa vida diária”.

 

O preconceito contra aquilo que é o “fracasso”, não levar tudo tão a sério, o que significa “desistir”, esboçar ideias, fazer uma lista de coisas que gostamos de fazer, fazer um círculo de competências. Como é que passamos de onde estamos agora para o lugar onde queremos estar no futuro? Estas são outras coisas interessantes, transformadas em dicas práticas que podemos encontrar no “Não leias este livro”. Há coisas interessantes que fazem parte do nosso dia-a-dia sem que darmos por elas. Algumas estão aqui, neste livro que,já sabem, não devemos ler.

8 Comentários

  • Green
    28 Fevereiro, 2018 12:55

    Sem dúvida é um livro que parece ser muito interessante para ler, e é como dizer, pelo título ainda dá mais vontade de ler 🙂

    • Andreia Moita
      6 Março, 2018 23:19

      É uma ideia genial usar a nossa vontade natural de contrariar, não é?

  • Miss DeBlogger
    28 Fevereiro, 2018 19:52

    A ideia da aplicação deixou-me curiosa! Ainda vou verificar a disponibilidade para Android. Belas ideias, talvez compre o livro ^^,

    O meu blog: http://missdeblogger.blogspot.pt

    • Andreia Moita
      6 Março, 2018 23:17

      Depois se o leres partilha a tua opinião, vou querer saber. Beijinhos

  • As coisas dela
    1 Março, 2018 20:15

    Esse título está super bem escolhido porque acho que toda a gente vai querer ler esse livro. Beijinhos*

    • Andreia Moita
      6 Março, 2018 23:17

      Claro, é genial. Faz parte de nós, é a curiosidade natural que temos desde que nascemos.

  • Daniela Soares
    2 Março, 2018 23:57

    Esse livro é “a minha cara”, tenho mesmo que ler!:p

    Another Lovely Blog!, http://letrad.blogspot.pt/

    • Andreia Moita
      6 Março, 2018 23:16

      Olha vais gostar. Às vezes as coisas simples surpreendem. Se leres, depois partilha a tua opinião. Beijinhos

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