stand up comedy

Sabem aquela pergunta que fazem a todos os humoristas sobre os limites do humor? Não acham isso enfadonho? Eu acho. Imagino que cada vez que essa pergunta é feita morre um golfinho. Eu tenho especial apreço por humor. E por isso adoro ouvir programas humorísticos e ir a espetáculos de stand up comedy. A existência deste tipo de coisas prova que o humor é uma arte. E ainda bem.

Prefiro o inteligente ao fácil. Mas também me rio com piadas secas. Gosto de humor rebuscado e retorcido, mas vivo bem com humor comum. Acho muita piada a humor negro porque entendo a mente de quem é capaz de criar este tipo de humor e gosto de ver que há pessoas tão bem resolvidas capazes de rir com isso.

Há limites para o humor?

Para mim esta pergunta devia ser abolida da terra. Porque uma coisa já está a implicar a outra. Se é humor, por que raio temos que o limitar? Se serve para brincar, rir, distrair as pessoas porque há-de haver uma barreira?

Percebo tudo o que me dizem sobre respeito. Sobre boa educação. Sobre tolerância. Sobre gozar com coisas sérias. A sério, percebo. Mas se estamos a falar de humor não devia já estar subentendido que é a gozar? Que é a brincar? Que quem está a dizer aquelas piadas não está a falar a sério e às tantas até pode nem pensar aquilo, pode ser como nas novelas e ser só a fingir para provocar o riso. Quem está numa plateia de stand up comedy, por exemplo, espera rir.

Espectáculo “Agora deu-me para isto” de Ana Garcia Martins aka A Pipoca mais doce

stand up comedy

Sigo a escrita da Pipoca desde os tempos em que ela mostrava os modelitos sem cara. Acompanhei o crescimento dela e a forma como escreve ao longo dos anos. Não me espanta que tenha chegado aos palcos a fazer stand up comedy. Gosto do estilo de humor dela. Além de ter piada é rebuscado, inteligente, não é fácil e até nos deixa a pensar: Porra, como não me lembrei disto.

Sobretudo gosto do estilo de piadas dela porque são sobre o quotidiano. Sobre coisas que vivemos todos os dias. A ela e a nós. Portanto seria fácil recorrer a piadas comuns e ela não o faz. Depois gosto incrivelmente da forma como ela conta as histórias. Das vozes que faz. Do tom irritado que põe. Da cara que faz e a até da expressão corporal. Para estar em cima de um palco a contar uma história, seja ela qual for exige presença. Ela tem.

Espectáculo de Stand Up Comedy de Maurício Meirelles

O Maurício Meirelles é um comediante brasileiro e portanto as piadas e o estilo dele tem todo um outro nível que nós cá não temos. Não é que seja melhor ou pior, é mesmo diferente. Eu adoro português do Brasil e acho que as piadas ficam ainda mais engraçadas. (Adoro Porta dos Fundos, Fábio Porchat e Clarice Falcão). Quando falamos das diferenças de língua então, como o café da manhã e o pequeno-almoço, por exemplo…é só rir!

Para quem não sabe o Maurício é bastante conhecido por ter sempre uma parte nos espetáculos em que faz webbullying a um famoso. Que é basicamente falar no seu whatsapp, colocar fotos no seu instagram, enfim apoderar-se das suas redes sociais. Com a permissão da pessoa, mas sem ninguém dos contactos saber, claro, para ter…lá está…piada!

Gosto de ir ao teatro assim como gosto de assistir a stand up comedy que é o mesmo que dizer que não me importo de pagar para rir, não é? Mas também sigo o trabalho de alguns humoristas nacionais de graça, como o Ricardo Araújo Pereira na rádio comercial e na TVI recentemente (ele é o rei disto tudo), o Raminhos com as suas Marias e o Unas como Maluco Beleza. Aprecio muito também o trabalho da Filomena Cautela, no Cinco para a Meia Noite e também solto risadas com o Vasco Palmeirim na rádio e no Joker.

E vocês? Qual é a vossa relação com o humor? Há limites… (olha lá vai outro golfinho). Quais os vossos humoristas e programas preferidos?