Como sou enquanto blogger?

Como sou enquanto blogger?

Hoje é dia do blog. Quis escrever sobre as minhas motivações para ter um blog e para o continuar a escrever diariamente, sobre o que acham as pessoas disto e como sou enquanto blogger. 

Atenção, este texto não é uma coisa cheia de frases feitas sobre “ser blogger”. Não são críticas nem sequer é a minha opinião sobre ser blogger hoje em dia. Não é nada sobre como lidar com haters. Nem sequer sobre o trabalho imenso, e muitas vezes não reconhecido, que isto dá. Também não é sobre o futuro dos blogs e o espaço das bloggers na sociedade e em Portugal ou no mundo. Este texto podia ser sobre esta coisa das “influenciadoras”, mas também não é isso. Nem sobre a responsabilidade social que um blogger deve ter. Nem vou falar sobre publicidade, números, likes ou outras coisas que fazem parte deste mundo. Não é sobre rivalidades, nem egos. Nem sequer vai ser polémico, oh! Este post é uma coisa meramente egocêntrica, egoísta e provavelmente bastante chata sobre como sou enquanto blogger. 

Porque tenho um blog?

Eu tive um blog, antes deste, em 2013, com um nome e uma imagem bastante feios. Desinteressei-me e deixei-o lá. Fim desta história sem glamour! No início de 2016 eu quis fazer coisas novas. Estava desanimada no sofá a ver novelas quando formulei esta frase a tornei o mote do novo ano que estava a começar. Era janeiro e estava frio e eu sai de casa para ir correr. Eu odeio correr. Nunca o tinha feito senão quando um qualquer professor me obrigava.

Quando cheguei a casa, de pernas esticadas em cima de uma almofada, completamente imóveis e sem vida, escrevi um texto. Decidi nessa hora que ia voltar a ter um blog. Queria fazer uma coisa de raiz, conforme as ideias que estavam na minha cabeça. Ainda assim recuperei os textos que mais tinha gostado de escrever, no blog anterior. Não me arrependo, achei que isso fazia sentido e além disso consigo ver a minha evolução de lá para cá. São uma espécie de palmadinhas nas costas que eu dou a mim própria.

O blog nasceu de uma necessidade de me motivar a mim mesma e fazer uma coisa que eu goste, num dia em que estava particularmente inerte, deitada no sofá. E tem resultado. O blog é a minha forma de criar, de me sentir capaz, de ser activa. E tenho imensa satisfação ao fazer isto. O blog já me deu pessoas. Já me deu motivos de orgulho. Já me desafiou muitas vezes. E faz-me pensar constantemente. Era exatamente este desenvolvimento pessoal que eu procurava.

O que acham a minha família e amigos de eu ter um blog?

  •  A minha mãe chora e mete bonequinhos aos saltinhos a mandar beijinhos nos comentários no facebook;
  • O meu primo corrige-me erros ou gralhas quando dá por eles;
  • A minha prima tira-me fotos;
  • O meu namorado desempenha o papel de “marido da blogger” (ou “instahusand” como diria a Joana Clara) na perfeição. Ele filma-me, ele tira-me fotos (649 por dia para ser mais exata), ele ouve as minhas ideias, ele come a comida fria para eu poder tirar fotos para o instagram primeiro. Um mártir, ele sofre um pouco. As pessoas sentem pena! Além disso é o programador oficial do blog e resolve todas as temáticas nerd sobre as quais eu percebo zero.
  • Os meus amigos adoram e dizem que me estão mesmo a ouvir quando lêem os post. Além disso também servem de inspiração, sendo que às vezes escrevo sobre eles ou publico coisas nos stories com eles e só tocam nos pratos, no restaurante, depois de eu dizer que podem. Queridos!

Como sou enquanto blogger?

  • Despreocupada: Passam a vida a perguntar-me “quando é que o blog dá dinheiro?” E eu respondo que não dá. Talvez um dia dê. Talvez não dê. Não estou preocupada com isso agora. Não sou hipócrita, é óbvio que gosto de likes, de comentários positivos e que leiam o que o eu escrevo, mas também não deixo de escrever quando não tenho isso.
  • Comedida: Ora bem, eu sou (meio) palhacinha e tenho alguma lata, mas com alguns limites. Quando faço vídeos para o instastories, por exemplo, faço em casa (ou dentro do carro) onde posso fazer coisas ridículas à vontade sem que me vejam. Gosto de tirar fotos a olhar para o lado e essas mariquices de blogger, mas se estiver muita gente a ver, desisto. E isto é tão idiota, porque ao fim ao cabo estou a publicar para vocês verem, mas olhem é o que é. É assim que acontece e ainda por cima digo em público como sou enquanto blogger. Nunca serei uma profissional a sério, provavelmente, por causa disto.
  • Motivada e criativa: Tenho facilidade em escrever sobre qualquer assunto, sem falsa modestia. Consigo escrever até sobre meias, olhem lá aqui e aqui. Bonito, não é? Para mim, qualquer assunto dá um post.
  • Chata com as fotos: Ainda não tenho muita técnica com fotografias e quando digo chata é em dois sentidos. Primeiro obrigo as pessoas a tirar-me fotos em quase todas as situações (que raramente ficam como eu quero) e segundo todas as fotografias são da minha autoria e têm que ter a ver com o assunto do post. Ora bem, isto faz com que muitas vezes tenha um texto escrito nos rascunhos meses à espera da foto ideal.

Isto é como sou enquanto blogger. Partilhem comigo, bloggers desta vida, que hoje o dia nosso, como se vêem enquanto bloggers? E quem não é blogger, e gosta de nos ler, o que acha deste mundo? Porque leem blogs?

7 Comentários

  • Rititi
    31 Agosto, 2018 10:48

    Acho que já fui bem mais blogger. Já andei mais conectada com este undo e com o meu próprio mundo, no sentido de querer criar, partilhar. Mas por norma, o que costumo dizer, é que sou uma blogger sem cenas, transparente. E eu gosto muito do teu blogue, ganhes ou não dinheiro com ele, porque é transparente e não é forçoso! :))

  • Kika Santos
    3 Setembro, 2018 16:51

    Hoje apaixonei-me por mais um blog… o seu!
    Tenho uma espécie de blog desleixado que passa longas temporadas sozinho e abandonado. Hoje Num dia aborrecido lembrei.me de partilhar alguma coisa, procurei uma receita de bolo de alfarroba e descobri o seu blog. Eram 2 da tarde, agendei uma partilha do seu post ( devidamente identificado) e aqui estou ate agora a ler estas maravilhas que escreve. Muitos Parabéns e obrigada por este feito tão delicioso de se ler!!!

    • Andreia Moita
      4 Setembro, 2018 9:12

      Mas que comentário tão bom. Muito obrigada por ter vindo e por ter cá ficado e pelas palavras que me dedica.
      Um beijinho

  • Green
    3 Setembro, 2018 21:07

    Eu confesso que não ligo a metade dessas coisas, escrevo o que me apetece e quando me apetece, não ligo nada a regras nem me dou ao trabalho de tirar fotos para ilustrar os posts, sou bastante preguiçosa nesse sentido, mas gosto, gosto de escrever, gosto de ler, gosto deste mundo e das boas pessoas que dele fazem parte 🙂

  • Damsel me
    5 Setembro, 2018 10:21

    No inicio também tive outros blogues, só que não gostei do rumo que lhes tava a dar. Sou daquelas pessoas que ou faz as coisas direitas e que acho que não só a mim, mas também ao leitor lhe dá “prazer” de ver ou então não publico. Não estou no blogue para cumprir prazos, mas sim em criar conteúdo que me sinto bem.
    Não posso tar mais de acordo contigo em relação ao se dá ou não dinheiro, para mim isso não é relevante. Faço parcerias, mas tenho que gostar da loja e não só porque sim.
    Adorei a forma como escreveste.
    http://damselme.blogspot.com/?m=0

  • Joana Nunes
    11 Outubro, 2018 14:46

    «O blog nasceu de uma necessidade de me motivar a mim mesma e fazer uma coisa que eu goste, num dia em que estava particularmente inerte, deitada no sofá. E tem resultado. O blog é a minha forma de criar, de me sentir capaz, de ser activa. E tenho imensa satisfação ao fazer isto.».
    Sinto que podia ter sido eu a escrever isto 🙂 Trabalhei 3 anos numa livraria, onde conheci a minha paixão por livros. Por força de algumas circunstâncias, deixei esse trabalho e, desde aí, são trabalhos temporários atrás de outros, sempre a perseguir o «sonho» de vir a trabalhar numa editora sem ser de forma temporária. Assim, e com o empurrão de um desconhecido que me motivou a dar asas à minha criatividade (que sempre considerei ser inexistente), nasceu o Panemic Books.
    Obrigada por partilhares a tua experiência. Certamente não serei a única a identificar-me 🙂

    • Andreia Moita
      18 Outubro, 2018 11:35

      Obrigada eu por partilhares um bocadinho do teu mundo aqui.

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