home office e isolamento

Este título parece saído de uma série. De zombies. Mortos Vivos. Ou coisa parecida. Só me lembro do “The Society” ou do filme Bird Box. Diário de uma semana em Home Office e isolamento parece uma coisa de guerra.

Estamos perante uma pandemia por causa do Covid-19 e a minha empresa decidiu que iriamos trabalhar em casa. Achei bem. E estou-me sentir bem nesse papel. Neste momento não sei quantas pessoas neste pais e neste mundo poderiam estar a escrever este diário de uma semana em Home Office e isolamento.

Acordei e não fiz a cama

Durantes estes dias acordei e não fiz a cama. Disseram para não abandonarmos os nossos hábitos e eu nunca a faço. Tomei o pequeno almoço na cozinha, como sempre e vesti roupa de andar em casa. Não fiquei de pijama mas também não estou para me vestir como se fosse sair. Nem percebo essa dica. Os meus pincéis de maquilhagem estão imaculadamente limpos porque também não vejo necessidade de usar. A minha pele até respira, é só chato continuar oleosa mesmo assim!

A meio do dia confesso que meto um cobertor pelas pernas e isso não tem afetado em nada a minha produtividade. Cada um trabalha como pode. Tenho seguido disciplinadamente a rotina de trabalho como se estivesse lá mesmo no escritório. Na verdade, estou. Mas no meu escritório. Aqui em casa um trabalha na sala e o outro no escritório e depois encontramo-os à hora de almoço.

Uma pessoa na fila para o microondas

Quando cheguei à cozinha para aquecer a comida, que haviamos feito previamente, como nas outras semanas, estava só uma pessoa na fila para o microondas. Era ele. Foi rápido, portanto. E depois bebemos café na varanda para apanhar vitamina D. Só hoje é que o tempo nos vai obrigar a ficar indoor.

Os dias estão a passar rapidamente. Quase tão rápido como bebemos café nesta casa. Pelas minhas contas há café para mais dois dias. O pão entretanto acabou e fizemos uma espécie de coisa parecida com as farinhas que havia para aqui e com o fermento dos bolos. Deu para comer.

Já fiz bolachas e panquecas, mas isso não é nada que não fizesse se não estivesse em Home Office e isolamento.

O drama do afia

Para trabalhar, além do computador, gosto de escrever à mão. E ia jurar que tinha uma afia algures nesta casa. Pois que não está em lado nenhum. E nestas alturas dava-me jeito que a minha mãe pudesse cá vir e dizer a célebre frase “se eu vou aí e encontro…”

Tenho relatado o minha experiência de Home Office e isolamento no instagram e as pessoas começaram a sentir este meu drama como seu. Disseram para usar uma faca para afiar o lápis como antigamente. Foi então que eu decidi utilizar caneta. Sou uma sobrevivente, caraças!

Home Office e Isolamento

Como passo oito horas a trabalhar não tenho tempo de me aborrecer de estar em casa. Não tenho tempo a mais como dizem. As minhas horas a mais são as que não gasto no trânsito (cerca de duas) e utilizo-as para ler, ver séries, tirar fotografias, escrever aqui, apanhar sol na varanda, ver o Big Corona da Pipoca e do Arrumadinho e fazer exercício acompanhando as lives da Helena Coelho e do Paulo Teixeira.

Não tenho, até à data, problema nenhum em estar em casa. Pelo contrário, até queria experimentar o teletrabalho há muito tempo. Portanto, tudo a correr bem. Mas como os meus planos de viagem foram cancelados estou a pensar em ir à rua meter o lixo. Deve ser engraçado, Nunca fui.

Há dias em que estou um pouco mais paranoica com esta doença contagiosa e outros em que vejo muitos vídeos de humor e isto passa. O humor é a forma que temos de nos salvar. Será sempre. (Mas creio que quando isto tudo acabar passarei a ter mais vezes álcool em gel dentro da minha mala.)

Como é que vocês se tem estado a dar com isto?